ELEIÇÕES


Bruno Reis atribui atraso de ônibus em Salvador à retirada de propaganda eleitoral

Prefeito afirmou que adesivos de candidatos nas garagens atrasaram a saída dos veículos e disse que a frota foi normalizada até as 10h30

Foto: Betto Jr. / Secom PMS

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), esclareceu na tarde deste domingo (25) que a saída dos ônibus na garagem para atender a população na capital baiana atrasou devido à necessidade de retirada de propagandas eleitorais irregulares colocadas nos transportes.

Bruno também afirmou que a frota foi normalizada até as 10h30 e garantiu que a quantidade de veículos em circulação foi ampliada, superando a oferta registrada em eleições anteriores.

Em coletiva de imprensa no Palácio Thomé de Souza, o prefeito criticou oque chamou de “politização” da situação, defendeu o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, alvo de uma determinação de prisão pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), e afirmou que a Prefeitura adotou todas as providências necessárias para garantir o deslocamento dos eleitores.

Segundo ele, o serviço foi disponibilizado em todas as eleições realizadas durante sua gestão e também em pleitos anteriores, sem que houvesse problemas semelhantes.

“Nós nunca tivemos qualquer problema. Em nenhuma outra operação do serviço público houve qualquer problema. O que está ocorrendo hoje, por quê?”, disse Bruno.

De acordo com o gestor municipal, o problema teve início durante a madrugada, quando uma grande quantidade de ônibus apareceu nas garagens das empresas concessionárias com adesivos de propaganda de um dos candidatos à Presidência da República.

O prefeito disse que a resolução da Justiça Eleitoral que determina a gratuidade do transporte público também estabelece, no artigo 88, parágrafo 3º, que o serviço deve ser oferecido sem distinção entre eleitores e sem veiculação de propaganda partidária ou eleitoral.

“Hoje, na hora da saída dos ônibus da garagem, a grande maioria estava com adesivo de um determinado candidato. E, para cumprir a resolução, os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada desses adesivos levou ao atraso da operação”, declarou.

Segundo o prefeito, assim que a administração municipal percebeu que a retirada do material comprometeria a saída dos veículos, determinou que os ônibus fossem colocados em circulação imediatamente, mesmo com a propaganda eleitoral, para evitar maiores prejuízos à população.

Bruno associou a adesivagem à atuação de integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários, embora tenha ponderado que ainda não é possível identificar individualmente os responsáveis.

“Se tiver câmeras nas garagens, algumas têm, tem como identificar. Isso ocorreu durante a madrugada. Eu não posso afirmar quem foram os responsáveis. O sindicato, como vocês sabem, tem vinculação política com o PT, sempre teve. E o que os empresários alegam é que houve propaganda irregular no dia da eleição”, declarou.

O prefeito assegurou que os problemas foram solucionados ainda durante a manhã e que, diante das dificuldades registradas inicialmente, determinou inclusive a ampliação da frota para atender à demanda dos eleitores. Segundo ele, a operação estava normalizada por volta das 10h, com todos os veículos necessários em circulação até as 10h30.

“A frota, até as 10 horas da manhã, foi normalizada. E, diante da pressão que está existindo, da tentativa de levar isso para o campo da política, nós determinamos, inclusive, que a frota fosse ampliada. A frota está rodando hoje, no segundo turno, inclusive maior do que nas outras eleições em que nós não tivemos problema”, afirmou.

“Não adianta ir agora para a garagem filmar um ou outro ônibus, porque tem ônibus que estão lá e fazem parte da frota reserva. As empresas são obrigadas a ter pelo menos 10% de frota reserva”, disse.

 

 

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