ELEIÇÕES


ACM Neto esconde nome do avô em campanha para atrair eleitor lulista, diz jornal

Reportagem menciona que postagens e adesivos de campanha apresentam o candidato apenas como “Neto”, sem destacar a sigla em referência à principal figura do carlismo

Imagem: Reprodução/Campanha ACM Neto

O candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) vem escondendo em seu material de campanha referências ao avô, o ex-governador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), para tentar atrair eleitores lulistas, segundo o jornal O Globo.

A reportagem menciona que postagens e adesivos de campanha apresentam o candidato apenas como “Neto”, sem destacar a sigla “ACM” ou fazer referência direta ao carlismo, do qual o ex-prefeito de Salvador é hoje o principal herdeiro.

Procurada, a equipe de campanha de ACM Neto não se manifestou.

De acordo com O Globo, a estratégia ocorre em meio à disputa acirrada com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, e à força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, um de seus principais redutos eleitorais no Nordeste.

Na eleição presidencial de 2022, Lula recebeu 72% dos votos no segundo turno na Bahia. No mesmo ano, ACM Neto foi derrotado por Jerônimo Rodrigues na disputa pelo governo estadual, com o petista obtendo pouco mais de 52% dos votos válidos.

Ainda de acordo com o jornal fluminense, nos materiais de campanha, a sigla “ACM” aparece em tamanho pequeno, enquanto “Neto” recebe maior destaque. As peças também utilizam expressões como “Agenda de Neto” e a hashtag “#TôcomNeto”.

Para o cientista político Cláudio André de Souza, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), a estratégia busca diminuir a associação de ACM Neto com o carlismo para ampliar o eleitorado.

“Diferente de 2022, quando ACM Neto dá largada na campanha com a reedição de um jingle histórico do avô, o candidato agora abandona a perspectiva de reforçar o vínculo com o carlismo. Há o reconhecimento do peso do lulismo como preditor de votos na Bahia”, afirmou Souza ao jornal O Globo.