ELEIÇÕES


Abstenção chega a 21,07%, e 33 milhões de eleitores deixam de votar no 1º turno

A cada 10 brasileiros aptos a votar, dois não compareceram às urnas

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 

A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. Em 2022, a abstenção foi de 20,9%, o que representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Além da alta na abstenção, os votos inválidos, que somam brancos e nulos, responderam por 4,77% do total na eleição presidencial, ante 4,25% registrados há quatro anos.

O patamar do contingente que abriu mão do voto foi semelhante ao do pleito municipal de 2024, que costuma registrar uma ausência maior que as eleições nacionais. Há dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a 21,68% do eleitorado total.

O 1º turno de 2026 contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Destes, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. De cada dez eleitores, dois não foram às urnas.

Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a abstenção de domingo só foi menor que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais.

Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o que representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que representou 2,93% do total de votos válidos.

Os eleitores que não votaram no 1º turno ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado.

Os maiores índices de abstenção foram registrados em Mato Grosso do Sul (23,87%), Rio de Janeiro (23,32%), Minas Gerais (22,79%) e São Paulo (22,54%).

Na outra ponta, Ceará (15,52%), Roraima (17,12%), Piauí (17,16%) e Sergipe (17,30%) tiveram os menores percentuais de ausentes.