ECONOMIA


Varejo brasileiro cresce 0,5% em março e atinge maior nível da série histórica, aponta IBGE 

Resultado divulgado pelo instituto mostra avanço nas vendas e novo recorde do setor no país 

Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,5% em março na comparação com fevereiro e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2000, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que acompanha o desempenho do setor varejista no país. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento registrado foi de 1,8%. 

De acordo com o IBGE, o resultado confirma uma sequência de desempenho positivo do comércio nos últimos meses. “Desde outubro de 2025 o varejo vem crescendo na maior parte do tempo”, afirmou Cristiano Santos, gerente da pesquisa. 

Entre os oito segmentos analisados pelo levantamento, cinco apresentaram crescimento em março. Os principais destaques positivos foram os setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com alta de 5,7%, além de combustíveis e lubrificantes e outros artigos de uso pessoal e doméstico, ambos com avanço de 2,9%. 

Por outro lado, alguns setores registraram retração, como móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%). 

Confira o desempenho dos setores pesquisados: 

 * Combustíveis e lubrificantes: 2,9% 

* Hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo: -1,4% 

* Tecidos, vestuário e calçados: 0,0% 

* Móveis e eletrodomésticos: -0,9% 

* Artigos farmacêuticos e de perfumaria: 0,1% 

* Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7% 

* Informática e comunicação: 5,7% 

* Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9% 

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, material de construção e atacado de alimentos, também apresentou crescimento de 0,3% em março em relação ao mês anterior. Na comparação com março de 2025, a alta foi de 6,5%.