ECONOMIA


Presidente da Fiesp diz que fim da escala 6×1 pode inviabilizar setores e elevar preços

Paulo Skaf criticou a votação da proposta em meio ao calendário eleitoral

Foto: Reprodução/CNN

 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou nesta quinta-feira (15), em entrevista à CNN Brasil, que o fim da escala de trabalho 6×1 pode tornar alguns setores econômicos inviáveis. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim desse modelo de jornada no Brasil, foi aprovada pelo Senado Federal na quarta-feira (14).

“Nós vamos ter um impacto que vai virar uma bela confusão. Uma confusão onde alguns setores vão ficar quase que inviáveis de se arrumar as escalas com aquele horário”, declarou.

Skaf também alertou para o aumento dos custos das empresas e os possíveis reflexos nos preços de produtos e serviços. “Fora do impacto de custo que, sem dúvida nenhuma, vai provocar um grande aumento. Aumento de preços do serviço direto, aumento de condomínios, padaria, alimentos, supermercado, serviços”, afirmou. Segundo ele, diferentes segmentos terão dificuldades para adaptar as escalas de trabalho às novas regras.

O presidente da Fiesp ainda criticou a rapidez da tramitação da proposta e disse que o calendário eleitoral prejudicou o debate no Congresso, com falta de discussão e de emendas para aperfeiçoar o texto. “O que não poderia é ir para a votação no calor eleitoral, no interesse eleitoral, que aí fica valendo a motivação eleitoral e não o interesse das pessoas, interesse do país”, disse.

Diante dos possíveis impactos, Skaf defendeu que a medida seja reavaliada após as eleições, com análise dos problemas e busca por alternativas.