ECONOMIA


Petróleo fecha em alta com tensões entre EUA e Irã e bloqueio no Estreito de Ormuz

Impasse diplomático e interrupção de rota estratégica elevam preços da commodity e acendem alerta global

Foto: Reprodução/Freepik

 

O petróleo encerrou esta terça-feira (28) em alta nos mercados internacionais, impulsionado pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.

O barril do tipo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange, avançou 3,69%, fechando a US$ 99,93. Já o Brent, referência global comercializada na Intercontinental Exchange, subiu 2,66%, atingindo US$ 104,40. Ambos operam próximos da marca simbólica de US$ 100, refletindo a incerteza no cenário geopolítico.

O principal fator por trás da alta é a interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Sem previsão clara de reabertura e com negociações de paz estagnadas, o mercado reage com cautela e preços mais altos.

A falta de avanços diplomáticos também pesa. Declarações do presidente Donald Trump indicam que qualquer alívio de sanções ao Irã só ocorreria com um acordo totalmente concluído, o que aumenta o ceticismo sobre uma solução rápida para o conflito.

Analistas do setor alertam que, caso o bloqueio persista ao longo de maio, os preços podem subir ainda mais, pressionando cadeias globais e elevando riscos inflacionários. Relatório do Banco Mundial projeta, inclusive, uma alta de até 24% nos preços de energia em 2026, o maior avanço desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Em paralelo, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP adiciona mais volatilidade ao mercado, podendo enfraquecer a coordenação entre países produtores e impactar o equilíbrio global de oferta e demanda.