ECONOMIA


Petróleo recua com possível diplomacia entre EUA e Irã

Presidente Trump diz estar disposto a se reunir com Masoud Pezeshkian, presidente iraniano, que deve estar em Nova York nesta semana para Assembleia Geral da ONU

Foto: Pixabay

 

Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira (11), abaixo da marca psicológica de US$100 por barril e atingindo o menor nível em 11 dias, à medida que investidores esperavam avanços diplomáticos sobre a guerra entre EUA e Irã durante a reunião da ONU nesta semana e acompanhavam uma recuperação parcial dos embarques da Arábia Saudita.

Nessa linha, os contratos futuros do petróleo Brent e do WTI (West Texas Intermediate) dos Estados Unidos atingiram nesta segunda-feira os menores níveis desde 10 de setembro.

O contrato do Brent para novembro estava cotado a US$99,64 por barril, queda de 4%. O contrato do WTI para outubro, que vence nesta terça-feira, caiu 5%, para US$94,93 por barril. Irã e Estados Unidos trocaram novas ameaças no domingo (20), embora Trump tenha dito que estaria disposto a se reunir com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que deve estar em Nova York nesta semana para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Irã comunicou suas condições aos mediadores para retomar as negociações, informou a Al Jazeera, citando o chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, em uma entrevista no sábado (19). Os combates, no entanto, continuaram no Oriente Médio.

Os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, disseram ter atacado Riad, além de uma instalação da Saudi Aramco na cidade de Yanbu, enquanto tentavam cortar o acesso à costa do Mar Vermelho a partir das áreas que ainda estão sob controle de forças apoiadas pela Arábia Saudita.

A China pediu ao Irã que ajude a conter os houthis após um apelo de Pequim feito pela Arábia Saudita na sequência dos ataques, segundo três fontes iranianas familiarizadas com o assunto.

Os ataques dos houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Aramco levaram a empresa a aumentar as exportações pelo Estreito de Ormuz neste mês e no próximo, depois de interromper parte dos embarques via Yanbu. “Os fluxos de petróleo do Oriente Médio continuam surpreendentemente fortes, apesar da interrupção no oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita”, afirmaram analistas do JPMorgan em uma nota de 18 de setembro.