ECONOMIA


OSX, de Eike Batista, avança em recuperação judicial com dívida de R$ 7,5 bilhões

Plano foi aprovado pela maioria dos credores, mas ainda precisa passar pela análise da Justiça

Foto: Reprodução

 

A OSX Brasil, empresa controlada por Eike Batista, avançou no processo de recuperação judicial após a maioria dos credores aprovar, nessa segunda-feira (24), um novo plano para reestruturar um passivo de aproximadamente R$ 7,5 bilhões. A proposta, no entanto, ainda precisa ser analisada e aprovada pela Justiça. As informações são da Forbes.

Entre os credores quirografários, 82,61% dos participantes votaram pela aprovação do plano. Considerando o valor dos créditos representados na assembleia, o índice de adesão chegou a 95,44%. A proposta também recebeu aprovação de 100% dos credores classificados como microempresas e empresas de pequeno porte, enquanto a classe trabalhista rejeitou o plano.

A OSX foi criada em 2007 para atuar na indústria offshore de petróleo e gás, com negócios relacionados à construção naval, afretamento de plataformas e serviços de operação e manutenção. A companhia chegou à Bolsa em 2010 e fez parte da expansão do grupo empresarial de Eike Batista, mas entrou em crise a partir de 2013, após o cancelamento de contratos e a deterioração da situação da OGX, então principal cliente da empresa.

A companhia apresentou seu primeiro pedido de recuperação judicial em novembro de 2013 e voltou a recorrer ao mecanismo em janeiro de 2024. Atualmente sob gestão judicial, a OSX busca reorganizar um passivo bilionário enquanto tenta reposicionar suas atividades.

A estratégia atual da empresa é voltada principalmente à exploração comercial de uma área de aproximadamente 3,2 milhões de metros quadrados no Porto do Açu. No primeiro trimestre de 2025, o Grupo OSX registrava passivo a descoberto de R$ 8,64 bilhões e prejuízo consolidado de R$ 238,5 milhões, segundo dados citados pela Forbes.

Com a aprovação do plano pelos principais grupos de credores, a recuperação judicial entra agora em uma nova etapa, que dependerá da análise da Justiça para que a proposta de reestruturação da dívida possa ser efetivamente implementada.

Com informações da Forbes Money