ECONOMIA


Guerra no Oriente Médio mantém pressão sobre diesel apesar de isenção de PIS/Cofins, diz setor

Segundo a Fecombustíveis, qualquer variação no preço da commodity tende a se refletir no mercado interno

Foto: Biodiesel Brasil

 

A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes) afirmou que as medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta do diesel são relevantes, mas alertou que o preço do combustível no país continua sujeito às oscilações do mercado internacional, agravadas pelos conflitos no Oriente Médio. Entre as ações citadas pela entidade estão a isenção de PIS/Cofins sobre o óleo diesel e a edição da Medida Provisória nº 1.340, que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores do combustível.

Segundo a federação, as iniciativas buscam reduzir os impactos da valorização do petróleo no exterior, que tem pressionado o custo do diesel importado e também os preços praticados por refinarias privadas no país.

A Fecombustíveis explica que o aumento recente está diretamente ligado à escalada de tensões no Oriente Médio, que elevou as cotações internacionais do petróleo. Como parte do diesel consumido no Brasil depende de importação, qualquer variação no preço da commodity tende a se refletir no mercado interno.

A entidade também destacou diferenças na formação de preços dentro do próprio parque de refino brasileiro. Enquanto a Petrobras adota uma política própria de preços, refinarias privadas costumam seguir mais de perto as variações do mercado internacional. Entre os exemplos citados estão a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, além da Refinaria Clara Camarão e da Refinaria do Amazonas.

Como ilustração da volatilidade do mercado, a federação citou um leilão realizado pela própria Petrobras no Rio Grande do Sul na última quarta-feira (11), em que o diesel foi comercializado R$ 1,78 por litro acima do valor praticado nas refinarias do estado.

Para a Fecombustíveis, embora a redução de tributos ajude a aliviar o custo ao consumidor, o preço final do combustível depende de vários fatores, como a cotação internacional do petróleo, custos logísticos, câmbio e a dinâmica de oferta e demanda.

A entidade conclui que, diante do cenário de guerra e instabilidade geopolítica, as oscilações nos preços tendem a ser frequentes e imprevisíveis, exigindo atenção constante do mercado e das autoridades.