ECONOMIA


Dólar em queda e expectativas de juros movimentam mercados

Investidores aguardam decisões do Banco Central do Brasil e do Fed dos EUA

Foto: Freepik

 

Nesta quarta-feira, o dólar começou o dia em baixa, com uma queda de 0,22%, cotado a R$ 5,6988, enquanto o mercado observa atentamente as possíveis mudanças nas taxas de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Na véspera, o dólar havia fechado acima de R$ 5,70, acumulando uma desvalorização de 7,56% no ano. Esta movimentação ocorre em meio às expectativas para a ‘superquarta’, quando são esperadas as decisões de política monetária do Fed, o Banco Central dos EUA, e do Banco Central do Brasil, que podem impactar drasticamente os mercados.

O otimismo inicial com possíveis acordos comerciais entre Estados Unidos e China está se desgastando, uma vez que os investidores demonstram impaciência com a falta de detalhes sobre as negociações. Na terça-feira, houve o anúncio de que China e EUA iniciariam uma nova rodada de negociações na Suíça, lideradas por He Lifeng, vice-primeiro-ministro chinês, e representantes do comércio dos EUA, segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo. Essas negociações visam discutir as tarifas impostas por Washington sobre produtos chineses.

No mercado de ações, a Bolsa de Valores teve uma leve alta de 0,01%, fechando a 133.515 pontos. Mesmo com a oscilação, as ações da Petrobras conseguiram manter um sinal positivo, enquanto o Grupo Pão de Açúcar registrou uma queda acentuada de 20,20% após divulgar resultados do primeiro trimestre. Na sessão anterior, a Bolsa havia registrado uma queda de 1,21%, influenciada pelo anúncio da Opep+ sobre o aumento na produção de petróleo, impactando diretamente as ações da petroleira.

Com as atenções voltadas para as decisões dos bancos centrais, investidores aguardam principalmente a postura do Fed em relação à política monetária americana. Espera-se que a taxa de juros permaneça inalterada, mas a incerteza sobre as tarifas comerciais de Trump traz preocupações. As expectativas sobre a trajetória futura dos juros e suas implicações na economia global estão no centro das discussões dos analistas. No Brasil, o Copom deve anunciar um aumento na taxa Selic, com apostas majoritárias em uma alta de 0,5 ponto percentual, refletindo as preocupações com a inflação e o cenário econômico nacional.