ELEIÇÕES


Semob diz que retenção de ônibus nas garagens foi motivado por adesivação clandestina

Desde o início da manhã, eleitores relatam dificuldades para chegar aos locais de votação na capital baiana; pasta diz que situação foi normalizada

Fotos: Reprodução/Redes sociais e Vitor Villar/Prefeitura de Salvador

 

A Semob (Secretaria de Mobilidade) informou no início da tarde deste domingo (25) que a operação de transporte público de Salvador já foi totalmente normalizada. Desde o início da manhã, eleitores relatam dificuldades para chegar aos locais de votação.

Usuários apontam longas esperas e superlotação em bairros como Lobato, Plataforma, Calçada, São Rafael, Mussurunga e Brotas. Também houve registro de retenção de coletivos na garagem G5, no Caminho de Areia. A federação pediu multa de R$ 1 milhão por hora contra o prefeito Bruno Reis, o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, e os donos das empresas de ônibus, além da apuração de possíveis crimes eleitorais.

Em nota, a Semob diz que as interrupções ocorreram em razão de repetidas ocorrências de adesivação clandestina de veículos. De acordo com o órgão, a situação foi contornada após o diálogo entre equipes de operação da secretaria e de entidades do sindicato.

“A Semob lembra que é proibido pela lei eleitoral que os ônibus saiam das garagens com adesivos que façam propaganda de qualquer um dos candidatos, e pede a colaboração tanto da população como de entidades sindicais”, informou a pasta.

O secretário Pablo Souza disse que já notificou as empresas para que a disponibilidade integral dos ônibus seja garantida e não haja novas ocorrências.

“Equipes da pasta estão nas ruas acompanhando para que a cidade esteja com a frota 100% operacional. A Semob reforça a importância de preservar o patrimônio público e de manter o transporte coletivo em operação durante todo o período eleitoral”, acrescenta a nota.

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e informou que os coletivos permaneciam nas garagens até as 11h05.

A federação pediu multa de R$ 1 milhão por hora contra o prefeito Bruno Reis, o secretário de Mobilidade e os donos das empresas de ônibus, além da apuração de possíveis crimes eleitorais.

Aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Bruno Reis é responsável pela gestão do transporte municipal e votou usando camisa da seleção brasileira e adesivo de apoio ao candidato.