ECONOMIA


Copom acompanha efeitos da guerra e El Niño sobre novo corte na taxa Selic, diz Galípolo

A estimativa de inflação para 2026 cresceu pela 11ª semana consecutiva, e passou para 5,04% nesta segunda-feira (25)

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

 

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (25) que o Comitê de Política Monetária (Copom) acompanha os efeitos da guerra no Oriente Médio e do El Niño sobre um possível corte ou não na taxa básica de juros, a Selic.

Os diretores avaliam se as revisões nas projeções estão sendo afetadas “exclusivamente” pelo choque de oferta decorrente dos preços do petróleo, associado à Guerra no Oriente Médio, e ao Super El Níño, que se avizinha, conforme previsões meteorológicas.

“O que a política monetária vem tentando analisar é segredar o que realmente é um elemento de oferta exclusivamente e quais são as possibilidades e riscos que existem, o que a gente chama de efeito de segunda ordem”, destacou o presidente do BC.

Analistas do mercado financeiro consultados pelo BC e sinalizaram, nesta segunda (25), que a estimativa de inflação para 2026 cresceu pela 11ª semana consecutiva. Com isso, o índice passou para 5,04%.

Na última reunião do Copom, nos dias 28 e 29 de abril, a Selic foi reduzida de 14,75% para 14,5%. A próxima reunião do colegiado está marcada para os dias 16 e 17 junho.