ECONOMIA


Apple supera Nvidia e volta a liderar ranking das empresas mais valiosas do mundo

Fabricante do iPhone alcançou valor de mercado de US$ 5,03 trilhões em meio à cautela dos investidores

Foto: Reprodução/Shutterstock

 

A Apple voltou a ocupar o posto de empresa mais valiosa do mundo após ultrapassar a Nvidia, em meio a uma onda de vendas de ações de tecnologia e à crescente preocupação dos investidores com os retornos dos investimentos em inteligência artificial (IA). Na sexta-feira (30), a fabricante do iPhone alcançou valor de mercado de US$ 5,03 trilhões, enquanto a companhia de chips encerrou o pregão avaliada em US$ 4,93 trilhões.

A mudança ocorreu mesmo com a queda de 1,2% das ações da Apple no dia. Os papéis da Nvidia recuaram 4,2%, refletindo a pressão sobre empresas ligadas ao setor de IA. Esta é a primeira vez desde o fim de julho que a Apple supera a concorrente e retoma a liderança do ranking.

Em 2026, as ações da fabricante do iPhone acumulam valorização de 27%, quase três vezes o avanço de 9,7% registrado pela Nvidia. Um dos fatores que ajudam a explicar o desempenho é a estratégia da Apple de manter os investimentos em infraestrutura de IA e as despesas de capital em níveis relativamente baixos, diferentemente de outras gigantes de tecnologia.

A cautela do mercado aumentou diante das dúvidas sobre a capacidade de os gastos bilionários com centros de dados e equipamentos de inteligência artificial gerarem os retornos esperados. Empresas como Intel e Amazon decepcionaram investidores com seus resultados mais recentes, após relatórios também abaixo das expectativas da Alphabet e da Meta.

A Apple também tem uma perspectiva favorável para a geração de caixa. A expectativa é de que o fluxo de caixa livre da companhia cresça 38% no exercício fiscal de 2026, encerrado em 30 de setembro, alcançando US$ 142 bilhões. Em sentido oposto, Alphabet e Amazon viram seus fluxos de caixa livres ficarem negativos com a ampliação dos investimentos em IA, aumentando a necessidade de financiamento por dívida.

O movimento ocorre em um mês de perdas expressivas para o setor. O índice Nasdaq 100 recuou 6,7% em outubro, registrando seu pior desempenho mensal desde março de 2025. Entre as empresas mais afetadas, CoreWeave e Nebius perderam mais de 30% no período, enquanto as ações da Intel caíram mais de 45%, na maior desvalorização mensal da companhia em mais de quatro décadas.

Com informações da Bloomberg Línea Brasil