CARNAVAL


Prefeito diz reconhecer aumento de cachês, mas nega ter pago show milionário de Roberto Carlos

Cantor cobra entre R$ 1,5 milhão e R$ 6,5 milhões por apresentação; segundo Bruno Reis (União Brasil), gasto foi bancado por patrocinadores

Foto: Valter Pontes/Secom/Prefeitura de Salvador

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (4) reconhecer que prefeituras baianas têm desembolsado valores elevados com cachês artísticos em eventos como Carnaval e São João. Ele disse, no entanto, que os gastos tendem a ser mais baixos na folia momesca em razão da menor concorrência entre as cidades.

“Realmente houve um aumento significativo dos cachês. O Carnaval sofre menos com isso, porque são menos cidades que fazem o Carnaval. Então, aqui na Bahia, no país do Carnaval, pelo que eu saiba, é Salvador, Barreiras e Correntina. Eu não conheço outro. Juazeiro fez semana passada. Itabuna fez há 15 dias. Você tem uma quantidade menor de cidades do Brasil”, declarou o prefeito durante um evento em que apresentou as atrações da folia momesca da capital.

Segundo ele, com menos concorrência, há condições para negociar os valores cobrados pelos artistas. “Já no São João é um problema gravíssimo, porque poucos municípios não fazem. A grande maioria dos municípios faz o São João. E, se você levar em consideração que são mais de 5.500 municípios, acaba tendo aí esta queda de braço entre as cidades para as contratações.”

Bruno Reis também negou ter destinado dinheiro público para pagar atrações do Festival Virada Salvador e o show do cantor Roberto Carlos, cujo cachê varia entre R$ 1,5 milhão e R$ 6,5 milhões por apresentação.

“Todas as atrações do Festival da Virada foram pagas por patrocinadores, inclusive o show de Roberto Carlos, todo custeado pela iniciativa privada. Você não ouviu a publicação do show de Roberto Carlos em nenhum Diário Oficial do cachê”, disse.

“Se vocês me perguntarem quanto é, não sei. Não fui eu que paguei, não foi a prefeitura que pagou, foi a iniciativa privada. Agora não é essa a realidade da maioria dos municípios. Eles precisam de recursos públicos. De recursos que são necessários para investir em políticas públicas na área de saúde, educação, na área social”, afirmou o prefeito.