BRASIL


Werner defende cooperação internacional após EUA classificarem facções brasileiras como terroristas

Secretário da Segurança Pública diz que medida pode ajudar no combate ao crime organizado, desde que respeite soberania nacional

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou nesta quinta-feira (16) que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pode contribuir para o combate ao crime organizado, desde que fortaleça a cooperação internacional e respeite a soberania do Brasil.

Em entrevista à Rádio Metropole, Werner disse que a nomenclatura adotada por outros países é menos importante do que os efeitos práticos da medida no enfrentamento das organizações criminosas.

Segundo o secretário, o principal benefício seria a ampliação de mecanismos de cooperação para combater a lavagem de dinheiro, bloquear patrimônios ilícitos e facilitar ações conjuntas contra integrantes de facções que atuam além das fronteiras brasileiras.

“Seja os Estados Unidos, a Inglaterra, a Alemanha ou o Japão, a forma como classificam essas organizações pouco importa, desde que isso não prejudique a cooperação internacional nem desrespeite a soberania do Brasil”, afirmou.

Werner disse que o enfrentamento às facções continuará sendo conduzido dentro da legislação brasileira. Ele também destacou a aprovação, neste ano, de dois pacotes legislativos voltados ao combate ao crime organizado, elaborados a partir de discussões do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp).