BRASIL


PF realizou quatro operações secretas contra grupos terroristas durante governo Lula, diz coluna

Ações sigilosas resultaram em cinco prisões nos últimos cinco meses; investigação aponta atuação de "lobos solitários" ligados a ideologias extremistas e ao Estado Islâmico no Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Polícia Federal realizou quatro operações secretas contra grupos terroristas que atuam no Brasil. A informação é da coluna Andreza Matais, do Metrópoles.

De acordo com a coluna, a corporação opta por manter as ações contra terroristas em “silêncio”, argumentando que a divulgação das operações pode ter efeito reverso, incentivando “mais lobos solitários” e outras pessoas a aderirem a causas extremistas por serem propensas a isso.

Segundo a reportagem, nos últimos cinco meses, a PF prendeu cinco pessoas e fizeram buscas em outras duas.

Um desses presos havia sido recrutado por um terrorista já condenado, que havia publicado uma foto de Lula em fórum extremista, afirmando que o presidente era “inimigo” por ter posado no passado ao lado do ditador sírio Bashar Al-Asad e que há razões para “odiar a narco-democracia brasileira” e “tentar derrubá-la”.

Segundo a Polícia Federal, a maioria as prisões era de pessoas classificadas como “lobos solitários”, pessoas que fazem juramento ao Estado Islâmico e compram armas, explosivos e outros produtos químicos para fazer ataque dentro do Brasil.

Veja o histórico das prisões

Dezembro de 2025 – PF prende brasileiro na região de Curitiba (PR) preparando materiais explosivos.

Janeiro – Policial militar e estudante de medicina são alvo de buscas em Itaguaí e Angra dos Reis (RJ). Eles estariam envolvidos com grupos extremistas de acordo com dados obtidos em suas redes sociais.

Janeiro – Jovem brasileiro recrutado por terrorista já condenado é preso em Bauru (SP).

Abril de 2026 – Três estrangeiros árabes foram presos em São Paulo. Um tunisiano usando nome falso, vindo do Mali, país onde o ISIS ainda resiste, e um casal, um egípcio e uma marroquina são detidos. O casal foi liberado depois.

Fontes: apuração do Metrópoles