BRASIL


PF bloqueia R$ 670 milhões em operação contra banco de Edir Macedo

Decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) uma operação que mira suspeitas de fraude na gestão do Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e determinou o bloqueio de até R$ 670.348.945,70 em bens e valores.

Mais de 50 policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo. A ação foi batizada de Operação Miragem.

A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. A medida inclui sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70. As informações são do colunista Fábio Serapião, do portal UOL.

De acordo com o UOL, Edir Macedo é citado como um dos investigados por ser proprietário do banco.

A investigação mira um esquema de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional que envolvem fraudes contábeis e financeiras no âmbito da gestão do banco, incluindo indícios de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis, indução de investidores e órgãos de controle a erro e operação de crédito vedada com controlador.

Conforme apuração da PF, o banco ligado a Edir Macedo teria adotado práticas voltadas a inflar artificialmente seu patrimônio.

As investigações apontam que houve superavaliação de ativos, manutenção de valores sem lastro econômico adequado em seus balanços e operações internas com empresas e fundos ligados à estrutura financeira investigada.

Com essas manobras, o banco tentava ocultar a real situação econômico-financeira para viabilizar novas captações junto ao mercado.

Uma das suspeitas nessas práticas para inflar o patrimônio é o registro de ativos de valor pequeno por milhões de reais.