BRASIL


Maioria dos brasileiros quer que facções sejam tratadas como terroristas

Levantamento da Quaest mostra apoio popular ao endurecimento das leis

Foto: Ascom/PCBA

 

A maioria dos brasileiros defende medidas mais rigorosas na área de segurança pública, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (12). O levantamento mostra que 88% dos entrevistados querem penas mais altas e 73% apoiam a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, ponto central do debate em torno do Projeto de Lei Antifacção.

A pesquisa foi feita presencialmente com 2.004 pessoas, entre os dias 6 e 9 de novembro, e tem margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado reflete o clima de endurecimento após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e reacendeu discussões sobre a violência no país.

Além das penas mais duras, 65% dos brasileiros defendem o fim das visitas íntimas a presos ligados a facções, e 60% apoiam a PEC da Segurança Pública, que amplia o papel do governo federal na formulação de políticas do setor. Já 52% acreditam que a responsabilidade pela segurança deveria ser transferida à União.

A Quaest também identificou rejeição ao armamento: 70% dos entrevistados são contra facilitar o acesso a armas de fogo. Para 46%, a forma mais eficaz de reduzir a violência é endurecer as leis; já 27% apontam prevenção e políticas sociais como prioridade.

O estudo foi divulgado em meio à pressão política sobre o relator do PL Antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que chegou a propor a equiparação direta de facções a grupos terroristas, mas recuou após críticas. Mesmo assim, o apoio popular à medida mostra que o tema deve seguir no centro do debate sobre segurança no país.