BRASIL


Emissoras de TV recorrem a comerciais tradicionais após proibição das bets

Globo e Band negociam contratos de emergência com anunciantes tradicionais depois de medida provisória do governo

Foto: Reprodução/ Youtube

Emissoras de televisão brasileiras iniciaram negociações com empresas do varejo e de outros setores para preencher os espaços publicitários vagos com a proibição das casas de apostas. A reação ocorre após a edição de medida provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicada na sexta-feira (25).

Especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, a TV Globo e a Band buscam anunciantes para minimizar os prejuízos no faturamento. No Rio de Janeiro, a TV Globo substituiu, desde domingo (27), as chamadas da Superbet por comerciais do Supermercado Guanabara.

A Superbet patrocinava a transmissão do Campeonato Carioca na emissora desde 2025. Para as transmissões nacionais da Copa do Brasil e do Brasileirão, a TV Globo negocia no mercado um contrato tampão válido até dezembro com empresas de outros segmentos.

Na Band, a tentativa de apoio comercial junto à rede de varejo Magalu, liderada por Luiza Trajano, não obteve sucesso. A emissora teve contratos rescindidos com a Novibet e a 7K, empresas que patrocinavam os programas esportivos Jogo Aberto e Os Donos da Bola, respectivamente.

Segundo coluna da Folha, o canal fechado ESPN, pertencente à Disney, realiza uma reunião nesta segunda-feira (28) para tratar do tema. As equipes comercial e de marketing da empresa buscam revender para outros setores os horários antes ocupados por empresas de apostas.

As empresas do mercado regulado de apostas investiram R$ 23,6 bilhões em mídia no Brasil entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, conforme dados do Ibope e da empresa Tunad. A televisão concentrou 74% dos recursos do setor em 2025, patamar superior à média do mercado geral, de 54%.