BAHIA


Ao menos 11 são presos em ação contra venda ilegal de armas na Bahia; PMs estão entre os alvos

Operação foi deflagrada em setes cidades baianas; Justiça determinou o bloqueio de até R$ 6,2 milhões dos investigados

Foto: Polícia Civil da Bahia

 

Ao menos 11 pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (5), investigadas por integrar uma rede de comércio ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes patrimoniais na Bahia. Entre os presos estão dois policiais militares —um da ativa e outro da reserva.

Dez dos alvos foram presos preventivamente e outro em flagrante. A Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 6,2 milhões, envolvendo seis investigados e pessoas jurídicas vinculadas. Também foram determinadas restrições sobre veículos e a indisponibilidade de bens imóveis.

Batizada de Operação Circuito Fechado, a ação cumpriu 29 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre Salvador, Valença, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu. Quatro investigados ainda não foram localizados. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Em Nazaré, um suspeito foi preso portando 82 armas de fogo, das quais 74 pistolas e revólveres e oito armas longas. O homem possui um estabelecimento de comércio de armas e é investigado por repassar armamentos a grupos criminosos. Também foram apreendidos R$ 22.362 em espécie, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em dezembro de 2023, após a prisão em flagrante de um homem que transportava 270 munições de diferentes calibres em Valença. A análise de dados, documentos e movimentações financeiras permitiu identificar fornecedores, intermediários e transportadores de armamentos que abasteciam integrantes de duas organizações criminosas rivais.

As apurações também apontaram indícios de crimes patrimoniais, incluindo furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias. Em Valença, os investigados são apontados como envolvidos na invasão de uma residência, subtração de bens e tentativa de apropriação irregular do imóvel mediante uso de documentos fraudulentos. Há ainda indícios da participação de agentes de segurança pública, com possível utilização de informações privilegiadas e viaturas policiais para facilitar os crimes.