ELEIÇÕES


Bruno Reis nega boicote ao PT e diz que retenção de ônibus ocorreu por problemas operacionais

Desde o início da manhã, eleitores relatam dificuldades para chegar aos locais de votação e pontos lotados; federação pede multa de R$ 1 milhão contra prefeito

Imagem: Reprodução/Instagram/Bruno Reis

 

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) negou que a retenção de 75 ônibus do transporte público de Salvador tenha sido tentativa de boicotar eleitores do presidente Lula (PT) neste domingo (25), dia de votação do segundo turno da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro, Bruno Reis disse que o episódio ocorreu devido a “problemas operacionais”.

“A gente já, nem antes de ter decisão, de forma espontânea, por uma decisão da gestão, já botava transporte gratuito nas eleições. Aí teve alguns problemas operacionais nas garagens, também por problemas de mobilizações políticas na hora da saída dos ônibus, que atrasou um pouco. Mas a frota está aí à disposição, rodando, vai transportar o eleitor gratuitamente. A gente sempre fez isso e fala isso com tranquilidade, mesmo quando não havia aí uma lei que estabelecia e que determinava o transporte gratuito nos dias das eleições, a gente já oferecia serviço para a população”, disse em entrevista a jornalistas.

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e informou que os coletivos permaneciam nas garagens até as 11h05.

A federação pediu multa de R$ 1 milhão por hora contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil), o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, e os donos das empresas de ônibus, além da apuração de possíveis crimes eleitorais.

Desde o início da manhã, eleitores relatam dificuldades para chegar aos locais de votação.

Usuários apontam longas esperas e superlotação em bairros como Lobato, Plataforma, Calçada, São Rafael, Mussurunga e Brotas. Também houve registro de retenção de coletivos na garagem G5, no Caminho de Areia. A federação pediu multa de R$ 1 milhão por hora contra o prefeito Bruno Reis, o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, e os donos das empresas de ônibus, além da apuração de possíveis crimes eleitorais.

Em nota, a Semob diz que as interrupções se deram em razão de repetidas ocorrências de adesivação clandestina de veículos. De acordo com o órgão, a situação foi contornada após o diálogo entre equipes de operação da secretaria e de entidades do sindicato.

“A Semob lembra que é proibido pela lei eleitoral que os ônibus saiam das garagens com adesivos que façam propaganda de qualquer um dos candidatos, e pede a colaboração tanto da população como de entidades sindicais”, informou a pasta.

O secretário Pablo Souza disse que já notificou as empresas para que a disponibilidade integral dos ônibus seja garantida e não haja novas ocorrências.

Assista ao vídeo da entrevista de Bruno Reis

 

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