POLÍTICA


PT adia apoio a Hugo Motta e espera resultado das eleições 

Partido pretende aguardar o segundo turno presidencial antes de definir posição sobre a reeleição do presidente da Câmara 

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O PT decidiu adiar a definição sobre o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à Presidência da Câmara dos Deputados. Segundo aliados do parlamentar, a legenda pretende aguardar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), antes de formalizar uma posição. 

De acordo com informações de bastidores, dirigentes petistas já comunicaram a Motta que a decisão será tomada após a votação. Caso Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito, o partido pretende esperar uma orientação do presidente sobre a disputa pelo comando da Câmara. Se Flávio Bolsonaro (PL) vencer, a tendência, segundo os relatos, é que os petistas apoiem a permanência de Motta no cargo. 

O presidente da Câmara tem trabalhado para ampliar sua base de apoio antes do resultado eleitoral. A estratégia busca fortalecer sua posição nas negociações com o próximo presidente da República e reunir o maior número possível de partidos em torno de sua candidatura. 

PL quer disputar comando da Câmara 

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, pretende lançar um candidato próprio à Presidência da Câmara em 2027. A legenda, porém, pode rever os planos caso Motta consiga reunir apoio suficiente para garantir a reeleição. 

Entre os nomes cotados pelo partido estão os deputados Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, ambos do Rio de Janeiro. 

Para fortalecer sua candidatura, Motta articula a formação de um bloco parlamentar que reúna partidos do Centrão e da esquerda. Com a adesão do PT, o grupo poderá ultrapassar 350 deputados, ampliando sua vantagem e dificultando os planos do PL. 

A sigla de Flávio Bolsonaro terá a maior bancada individual da Câmara, com 121 deputados, e busca aproveitar essa força para conquistar a presidência da Casa. A definição das alianças, no entanto, dependerá das negociações políticas após o segundo turno presidencial.