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Flávio participou de festa em lancha com lobistas e prostitutas durante a pandemia, diz revista

Segundo reportagem da piauí, senador encontrou empresários que tentavam vender vacina a governo Bolsonaro; presidenciável não se manifestou

Foto: Assessoria/Campanha de Flávio Bolsonaro

 

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) teria participado de uma festa em uma lancha com lobistas e prostitutas em julho de 2020, em meio ao pico de mortes na pandemia de Covid-19, diz a revista piauí em reportagem veiculada nesta quarta-feira (21).

Flávio Bolsonaro ainda não se manifestou sobre o teor da publicação.

Segundo a reportagem, os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, organizaram a festa para o senador na esperança de se aproximar do governo Jair Bolsonaro (PL) e fechar um acordo para fornecer a vacina indiana Covaxin, cuja fabricante, a Bharat Biotech, diziam representar.

A Piauí afirma que o agente de viagens Raphael Barão ajudou Trento e Maximiano a promoverem um churrasco a bordo de uma lancha no lago Paranoá, em Brasília, que teve a presença de três garotas de programa de São Paulo. Flávio teria comparecido ao evento acompanhado de Alexandre Santini, à época amigo e sócio do senador na loja de chocolates que supostamente lavava dinheiro no esquema de “rachadinha” pelo qual o filho do ex-presidente foi investigado.

A revista diz ainda que a festa durou das 10h30 às 15h, contou com uma compra no valor de R$ 1.949 em um restaurante e que Flávio desceu à cabine da lancha com uma das prostitutas ao longo do evento. Ao fim, Trento teria presenteado o senador com um Rolex, relógio de luxo.

Naquele mês, o Brasil vivia uma explosão de óbitos causados pelo coronavírus. Prefeitos e governadores haviam decretado medidas para restringir a circulação de pessoas para conter a disseminação da doença.

A vacina contra a Covid só chegaria ao país no ano seguinte.

Trento, Maximiano e Barão foram investigados na CPI da Covid, no Senado, sob suspeita de lavagem de dinheiro, o que eles negam. Flávio defendeu a Precisa Medicamentos durante a CPI, chegando a elogiar a diretora da empresa, Emanuela Medrades.

(Com informações do jornal Folha de S. Paulo)