MAIS NOTÍCIAS


58% ficam com mesmo celular por até 2 anos, diz pesquisa; Veja como planejar próxima troca

Trocar de celular raramente é uma decisão rápida. Entre juntar dinheiro, escolher o modelo certo e decidir como pagar, o processo costuma se arrastar por meses, às vezes anos

Foto: Divulgação/Magnific

 

Um levantamento realizado pela Datatudo, editoria de pesquisas da meutudo, investigou quanto tempo as pessoas ficam com o mesmo celular, o que pesa na decisão de troca e como pagam pelo celular novo.

Segundo a pesquisa. realizada com os leitores do blog da meutudo em agosto de 2026, 58% das pessoas participantes estão com o celular atual há até dois anos. Já 18% mantêm o mesmo aparelho há mais de quatro anos, prova de que esperar é mais comum do que trocar por impulso, como mostram os dados detalhados no gráfico a seguir:

Fonte: Pesquisa Datatudo

 

Esperar não é sinal de desatenção com a tecnologia, e sim parte natural do processo. Entender esse ritmo ajuda a planejar a troca com antecedência, em vez de decidir de forma repentina quando o aparelho já dá sinais de problema.

Segundo o levantamento, a câmera, lentidão e falta de espaço de armazenamento são os principais motivos que levam alguém a decidir pela troca. Melhorar a qualidade da câmera é o motivo mais citado, indicado por 24% das pessoas.

Lentidão ou travamentos e falta de espaço de armazenamento aparecem em seguida, empatados com 17% cada, somando 34% das respostas, como detalhado no gráfico a seguir:

Fonte: Pesquisa Datatudo

 

Esses motivos têm algo em comum: todos afetam a experiência de usar o celular no dia a dia, muito mais do que o tempo de uso em si. Por isso, antes de decidir pela troca por conta de travamentos ou falta de espaço, vale tentar fazer um backup na nuvem e uma restauração de fábrica.

Em muitos casos, essas ações simples renovam o desempenho do smartphone e evitam um gasto imediato. Reconhecer esses sinais no aparelho atual ajuda a decidir se a troca é realmente necessária ou se ainda dá para esperar mais alguns meses.

Planejar a compra de um celular novo sem comprometer o orçamento começa antes de entrar numa loja, pela definição de um teto de gasto. Uma boa referência é aplicar a regra dos 10%: o valor da parcela mensal (ou do parcelamento total dividido pelo período pretendido de uso) não deve ultrapassar 10% da sua renda líquida mensal.

Se o orçamento estiver apertado, vale estender o tempo de economia antes de comprar ou optar por um modelo intermediário que supra todas as necessidades essenciais. Além disso, algumas práticas simples ajudam no planejamento da compra do seu celular, como também de outros eletrônicos. Confira a seguir:

  • Definir um limite de gastos: estabeleça um teto financeiro realista para evitar comprometer contas essenciais do orçamento mensal.
  • Considerar modelos intermediários: aparelhos intermediários avançados hoje entregam excelente desempenho e câmeras por um preço bem menor que os topo de linha.
  • Pesquisar em múltiplos locais: compare preços entre lojas físicas e online para encontrar a oferta e as condições mais vantajosas.
  • Avaliar opções de pagamento: priorize descontos à vista ou parcelas que caibam com folga na sua renda dos próximos meses.
  • Verificar o tempo de suporte: dê preferência a marcas e modelos que garantam de 3 a 5 anos de atualizações de sistema e segurança para garantir maior vida útil.
  • Aproveitar o aparelho antigo: use seu celular atual na troca ou venda-o para abater parte significativa do valor do novo.
  • Acompanhar datas comemorativas: planeje a compra durante promoções como a Black Friday para obter melhores descontos.

Esses cuidados valem tanto para quem vai pagar à vista quanto para quem pretende parcelar, porque o problema raramente é escolher uma forma de pagamento específica, e sim gastar mais do que cabe no orçamento dos próximos meses.

Antes de recorrer a parcelamentos com juros altos, existem recursos que você já tem direito, mas nem sempre lembra de usar. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um exemplo: quem optou pela modalidade de saque-aniversário recebe uma parte do saldo todo ano, no mês de nascimento, mas também pode adiantar esse valor antes da data chegar.

Assim, antecipar o saque-aniversário do FGTS é uma forma de não recorrer a parcelamentos com juros altos, usando um valor que já é seu em vez de abrir uma dívida nova.

Instituições financeiras como a meutudo, especializada nessa modalidade de crédito, permitem simular, de forma gratuita e sem compromisso, quanto do saldo já pode ser antecipado antes de decidir.

A escolha da forma de pagamento é decisiva para garantir uma compra tranquila e sem surpresas no orçamento. Na pesquisa Datatudo, entre quem trocou de celular no último ano, 30% dos entrevistados optaram pelo pagamento à vista via dinheiro, Pix ou débito.

A distribuição completa das formas de pagamento, tendo o crediário da loja (24%) como a segunda opção mais usada, está detalhada no gráfico abaixo:

Fonte: Pesquisa Datatudo

 

Isso pode refletir o fato de que pagar à vista evita juros e fecha a compra sem deixar parcela pendente, mas exige ter o valor total disponível no momento, o que nem sempre é possível.

Já o crediário da loja costuma facilitar a aprovação e dividir o valor em várias vezes, só que normalmente inclui juros mais altos do que outras formas de crédito, além de comprometer parte da renda nos meses seguintes.

Antes de escolher entre uma opção e outra, o mais importante é calcular se a parcela cabe no orçamento sem prejudicar outras contas do mês seguinte. No fim, a troca de celular deixa de pesar no bolso quando para de ser uma decisão de última hora.

Afinal, reconhecer os próprios motivos para trocar, calcular o que cabe no orçamento e escolher a forma de pagamento com calma transforma uma compra que costuma gerar aperto financeiro num planejamento que cabe na rotina de qualquer mês.