ELEIÇÕES


Lula acusa Flávio e Vorcaro de ‘farsa’ após áudio sobre filme; defesa de banqueiro diz desconhecer conteúdo

Campanha petista anunciou cinco medidas judiciais, entre elas ações contra a revista Veja, que relata pagamentos de cerca de R$ 30 milhões em espécie para a produção da obras a respeito da vida do presidente

Fotos: Ricardo Stcuekert/PR; Lula Marques/Agência Brasil e Reprodução/Redes sociais

 

A campanha do presidente Lula (PT) acusou nesta sexta-feira (9) o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de promoverem uma tentativa de interferência no segundo turno da eleição presidencial. As informações são do portal UOL.

A reação ocorreu após a revista Veja publicar uma reportagem com informações de que Vorcaro teria financiado um documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone e lançado em 2024. A defesa de Lula anunciou cinco medidas judiciais, entre elas ações contra a revista e o dono do Banco Master, que está preso.

A reportagem também relata supostos pagamentos de cerca de R$ 30 milhões em espécie para a produção e repasses ao Instituto Lula.  A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, porém, consideraram insuficientes os elementos apresentados para dar credibilidade à proposta de delação de Vorcaro.

Defensor do banqueiro, o advogado Daniel Bialski disse ao UOL que desconhece o suposto documento entregue pelo ex-banqueiro à PGR em junho e o áudio divulgado pela Veja. “Nunca soube dessa história”, afirmou Bialski, que assumiu a defesa em agosto.

Em dois comunicados, a campanha petista classificou as acusações como falsas.

“A duas semanas do segundo turno, requentar uma delação [premiada] rejeitada é tentativa de interferir nas eleições”, disse a defesa de Lula.

Segundo os advogados do PT, o objetivo seria “contaminar o voto com imputações criminosas que não resistiram ao crivo da PF e da PGR”.

Sem registros de pagamentos

Reportagem publicada pelo UOL hoje mostra que as conversas extraídas do celular de Vorcaro não contêm registros de pagamentos ou patrocínio ao documentário. O aparelho, apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025, reúne mensagens do período em que o filme foi produzido.

O suposto patrocínio teria sido mencionado em uma das três propostas de delação apresentadas pelo ex-banqueiro. No entanto, o documento com o relato dos pagamentos de R$ 30 milhões, citado pela Veja, não integra nenhuma delas.