ELEIÇÕES


Flávio compensa vantagem de Lula no Nordeste com votos no Sul e no Sudeste

Apoio ao senador se destaca em São Paulo, onde Bolsonaro abriu vantagem de 3,4 milhões de votos, o maior saldo

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Waldemir Barreto/Agência Senado

 

A vantagem construída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região Nordeste não foi suficiente para superar o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) em regiões de maior peso eleitoral. Flávio terminou o 1º turno à frente, com 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,8 milhões de Lula (45,16%). A diferença foi de 2,2 milhões.

Com esses números, Flávio superou a votação do pai, Jair Bolsonaro, que no 1º turno de 2022 conseguiu 51 milhões de votos, contra 57,2 milhões de Lula.

Em 2026, Lula registrou seus maiores saldos de votos no Nordeste, onde venceu em todos os estados e acumulou diferenças superiores a 3,2 milhões de votos na Bahia, 1,8 milhão em Pernambuco e 1,8 milhão no Ceará. Ao todo, Lula fez um saldo de 11 milhões de votos no Nordeste.

O resultado, porém, é contrabalançado pelos ganhos de Flávio Bolsonaro em estados de maior peso eleitoral. Considerando as demais regiões, o candidato do PL acumulou 13 milhões de votos a mais que Lula.

O destaque é São Paulo, onde o senador abriu vantagem de 3,4 milhões de votos, o maior saldo. Também contribuíram para o desempenho os resultados no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Juntos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam mais de 40% dos eleitores do país. Somente os saldos obtidos por Flávio em São Paulo e no Rio já tiraram boa parte da vantagem construída por Lula em estados nordestinos.

A força do senador na região foi complementada pelos resultados positivos no Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, onde as diferenças ultrapassaram 1,8 milhão de votos.

Assim, embora Lula tenha conseguido uma ampla dianteira no Nordeste, não foi suficiente para fazer com que o presidente terminasse à frente a votação deste domingo. O peso eleitoral dos maiores colégios do Sudeste e a vantagem de Flávio em estados do Sul acabaram equilibrando a disputa nacional e garantiram ao senador um saldo superior na soma dos estados.