ELEIÇÕES


‘Renan foi calado’, diz candidato sobre rejeição de Cármen Lúcia

Debate da TV Globo foi cancelado após decisão favorável a Renan e desistência de Flávio; Para Igor Novaes, Santos é vítima de perseguição política

Foto: Divulgação/Redes sociais

 

Ao criticar a decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato a deputado federal pela Bahia Igor Novaes (Missão) afirmou que o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) enfrenta perseguição política por se posicionar contra o sistema.

“Foi uma decisão lamentável, porém não surpreendente. No momento em que estamos no Brasil, os poderosos sempre vão tentar calar uma voz que se opõe ao sistema e Renan é essa voz. Censurado pelo Toffoli, caluniado pelo petismo, perseguido pelo bolsonarismo e calado pela Globo.

Lúcia rejeitou o pedido de Santos para participar do debate da TV Globo, cancelado na quinta-feira (1º).

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, o conselho de administração do Grupo Globo já vinha discutindo a possibilidade de cancelar o evento durante o dia, de modo que a semana foi marcada pela insatisfação do grupo com as mudanças nas normas estabelecidas para os debates.

Desde terça-feira (29), quando o ministro Kassio Nunes Marques havia determinado a presença de candidatos do Partido Novo, como Romeu Zema e André Marinho, nos debates da Globo, o conselho considerava que o Judiciário estaria interferindo em uma situação que não lhe cabia.

Durante a quinta, a orientação dos mandatários da Globo era que, se houvesse alguma outra determinação que mudasse as regras, o cancelamento deveria ser colocado em questão. Com a decisão favorável a Renan Santos pelo ministro Gilmar Mendes e a desistência de Flávio Bolsonaro (PL) pouco tempo antes do encontro, o protocolo para cancelamento foi ativado.

Diante dos conflitos sobre a participação de Santos, Novaes defendeu o direito do candidato comparecer ao evento e acusou a emissora de privilegiar o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“As regras do debate foram claras, ele [Renan] tinha plenas condições de ser convidado, mas como o Flávio tem medo do embate, preferiram manter um rachador do que um candidato honesto e corajoso”, afirmou.

A ação jurídica apresentada ao Supremo pelo partido Solidariedade argumentava que Santos deveria ser incluído no debate após a ausência de Lula e citava pesquisas em que o candidato aparecia à frente de Romeu Zema (Novo).

Cármen Lúcia entendeu, porém, que a ação não era o instrumento processual adequado e que questões eleitorais específicas são de competência da Justiça Eleitoral.