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Exército dos EUA e aliados de Trump realizam exercício militar na Amazônia sul-americana

Em comunicado, autoridades norte-americanas relataram estar se preparando para "defesa do Hemisfério Ocidental”

Foto: Agência Brasil

 

Cerca de 400 soldados dos Estados Unidos, Argentina, Chile e Peru realizaram treinamentos militares, pela primeira vez na Amazônia peruana. Os exércitos tiveram como objetivo preparar suas forças armadas para combates em locais de floresta densa.

Em comunicado, as autoridades norte-americanas relataram estar se preparando para a defesa do “Hemisfério Ocidental”. O termo tem sido usado de forma categórica pelo governo Trump para designar uma região considerada no Pentágono como parte da segurança nacional dos EUA.

No final de 2025, os órgãos de defesa norte-americanos redefiniram suas estratégias militares e colocaram a América Latina como parte das prioridades, estabelcendo a militarização da região como objetivo declarado.

O documento promete reativar a Doutrina Monroe, “restaurar a preeminência americana” no Hemisfério Ocidental e impedir que potências de fora da região controlem ativos considerados vitais. Na semana passada, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump ainda ameaçou com o uso da força na América Latina, caso os interesses americanos fossem prejudicados.

Ainda que o exercício não seja inédito, neste ano todos os participantes representaram governos de extrema direita e que fazem parte do Escudo das Américas, iniciativa criada por Donald Trump para militarizar a região.

As atividades ocorreram entre os das 7 e 18 de setembro, na região de San Martín, no Peru, mas as imagens foram divulgadas nas contas oficiais do Departamento de Guerra dos EUA apenas ontem.

O exercício, conhecido como Southern Vanguard 2026, tinha como meta ainda fortalecer a coordenação entre as forças armadas dos quatro países. O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) destacou, nas redes sociais, que que o treinamento visava fortalecer a interoperabilidade tática entre os países participantes.

Num comunicado, o Pentágono explicou que o exercício “oferece às nações aliadas a oportunidade de desenvolver e aprimorar a interoperabilidade e a prontidão por meio de operações combinadas que simulam contingências reais no terreno complexo e desafiador da Selva Amazônica”.

“A edição deste ano é um marco significativo na cooperação militar regional, na interoperabilidade e na prontidão mútua, com o Peru sediando o evento pela primeira vez”, indicou.

Diplomatas que acompanham a movimentação militar dos EUA na região apontam que os termos usados para descrever o exercício coincidem com declarações de autoridades do governo Trump de controle sobre a região.