ECONOMIA


Governo terá de remanejar gastos para bancar reajuste de R$ 28,5 bi do Bolsa Família

Aumento de cerca de 15% do vai custar R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões em 2027, segundo estimativa da equipe econômica

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula (PT) terá de reorganizar as despesas de outras áreas para acomodar o custo de R$ 28,5 bilhões em razão do reajuste de cerca de 15% do Bolsa Família.

O aumento do benefício foi anunciado na quinta-feira (18), em meio à disputa acirrada nas eleições entre Lula e Flávio Bolsonaro, do PL.

Ao todo, o incremento vai retirar dos cofres públicos R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões em 2027, segundo o jornal O Globo.

Os R$ 28,5 bilhões adicionais, no entanto, não estão previstos nem no Orçamento deste ano nem no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027, encaminhado em agosto ao Congresso Nacional.

De acordo com O Globo, a equipe econômica terá de fazer os cálculos para decidir quais despesas serão remanejadas para compensar o custo adicional do reajuste, conforme o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Ele disse que o reajuste recompõe a inflação acumulada desde o início do governo Lula, em 2023, até agosto deste ano.

“Nós vamos fazer remanejamento de outras rubricas nas quais a gente identifica sobras. Para garantir essa medida que é fundamental para seguir nessa estratégia de reduzir a desigualdade. Reduzir pobreza e manter o Brasil fora do mapa da fome”, disse Moretti no anúncio.