ECONOMIA


Ministro da Fazenda atrela queda da Selic a controle de gastos e expansão econômica

Dario Durigan defende revisão de benefícios tributários e aperfeiçoamento do arcabouço fiscal para a redução dos juros

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan defendeu a combinação de corte de gastos no orçamento e crescimento econômico para permitir a redução da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A declaração ocorreu nesta segunda-feira (14), durante a participação em seminário do grupo Esfera, em São Paulo.

“A gente tem que continuar revendo gastos obrigatórios e olhar para que o Brasil siga crescendo, as duas coisas são importantes”, afirmou Durigan ao responder sobre ações para a queda dos juros. A manifestação ocorre na semana em que o Copom reúne seus membros para definir se a taxa básica permanece em 14% ao ano.

O posicionamento da equipe econômica também sucede ao Congresso do Orçamento de 2027 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com previsão de R$ 7,4trilhões em despesas totais. Na avaliação do ministro, o texto orçamentário aceita aperfeiçoamento o=por meio da contenção de despesas e de revisão de benefícios tributários.

“Essa é a receita”, completou o chefe da pasta da Fazenda, em defesa das diretrizes do arcabouço fiscal. O integrante do governo cobrou estabilidade no conjunto de normas das contas públicas.

“O país está cansado de trocas de regras fiscais. Tem muita regra fiscal sendo trocada com base em promessas vazias. O arcabouço fiscal trouxe impacto fiscal zero nesses últimos tempos e ele precisa ser aperfeiçoado”, declarou.