POLÍTICA


Após Mendonça apontar prejuízo à PF, Bruno Reis defende consultoria de ACM Neto no caso Master

Ministro do STF afirmou que divulgação de documento por Moraes teria prejudicado investigação sobre ex-prefeito e Antonio Rueda

Foto: União Brasil

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), saiu em defesa do aliado ACM Neto (UB) ao comentar a atuação profissional do ex-prefeito da capital baiana no caso envolvendo o Banco Master. A manifestação ocorre após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmar que relatórios da Polícia Federal divulgados pelo ministro Alexandre de Moraes teriam prejudicado as investigações sobre Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda.

Segundo Bruno, a consultoria prestada por ACM Neto ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, ocorreu dentro da legalidade. A empresa A&M Consultoria Ltda., que pertence a Neto e à esposa, recebeu cerca de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag Investimentos entre 2023 e 2024.

“Até onde eu tenho conhecimento do que é público, porque essas informações são sigilosas e defendo que possam ser públicas, mas o próprio ministro já havia decidido, atestando que a atividade profissional que ACM Neto, que é um profissional liberal e autônomo, a consultoria que ele prestou foi devidamente regular”, afirmou.

O prefeito também destacou que Neto não ocupava cargo público no período em que prestou os serviços. “Lembrando que, diferente de muitos que estão citados aí, não ocupava, como não ocupa, qualquer cargo público”, completou.

Os relatórios da PF citados na manifestação de Mendonça foram produzidos no âmbito da Operação Compliance Zero. Entre os nomes mencionados nas investigações também está o do senador Jaques Wagner (PT).

De acordo com os investigadores, mensagens extraídas de celulares, documentos e proposições legislativas apontaram uma atuação recorrente de Wagner em assuntos de interesses econômicos para o banco e seus controladores, Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima. Entre os temas estão a ampliação do crédito consignado; mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); a negociação para venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB); e a regulamentação do mercado brasileiro de créditos de carbono.