ELEIÇÕES


Roma propõe manter Bolsa Família por até dois anos para quem conseguir emprego formal

Candidato ao Senado também defende adicional de R$ 200 durante período de transição para o mercado de trabalho

Foto: Max Haack/Assessoria

 

O candidato ao Senado João Roma (PL) defendeu, nesta terça-feira (8), durante sabatina da Rádio CBN Salvador, a ampliação de programas sociais como o Bolsa Família e a criação de mecanismos que permitam aos beneficiários conquistar emprego e renda sem perder de forma imediata a proteção oferecida pelo Estado.

Ex-ministro da Cidadania, Roma afirmou que pretende levar ao Senado a experiência adquirida durante sua atuação à frente dos programas sociais do governo federal. Na avaliação dele, os benefícios devem garantir suporte às pessoas em situação de vulnerabilidade, mas também contribuir para que as famílias alcancem maior autonomia.

“Esta é a causa a que eu vou me dedicar no Senado da República: aperfeiçoar os programas sociais, fortalecer uma rede de suporte e de apoio para que a gente possa ter um Brasil de mãos dadas e viabilizar essas pessoas mais necessitadas, assim como fizemos com o Auxílio Brasil”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas por Roma está a possibilidade de manter a proteção do programa social por até dois anos para beneficiários que conseguirem um emprego com carteira assinada. A medida teria como objetivo evitar que o receio de perder o benefício imediatamente se torne um obstáculo para a entrada no mercado de trabalho. O candidato também propõe um adicional de R$ 200 durante esse período de transição. “Queremos criar mecanismos para que as pessoas possam melhorar de vida, não simplesmente dar uma compensação”, destacou.

Roma afirmou que essa proposta será um dos diferenciais de sua atuação no Senado. Segundo o candidato, os programas sociais precisam oferecer proteção às famílias em períodos de dificuldade e, paralelamente, criar condições para que os beneficiários possam avançar economicamente. “A função do Estado é promover o bem comum. É fazer com que esses benefícios cheguem aos brasileiros mais necessitados”, disse.

Auxílio Bahia e apoio às famílias

Durante a entrevista, Roma também voltou a defender a criação do Auxílio Bahia, benefício estadual de R$ 200 destinado a famílias de baixa renda. Segundo ele, a iniciativa poderia ser custeada com recursos do próprio Estado e funcionar como complemento ao auxílio já disponibilizado pelo governo federal.

Roma destacou que alguns municípios baianos já possuem programas próprios de complementação de renda e citou Cruz das Almas, administrada pelo prefeito Ednaldo Ribeiro, como exemplo. “Isso deixa claro que é possível fazer também com recursos do Estado um programa de transferência de renda”, afirmou.

O candidato também citou a proposta de ACM Neto de criar um benefício adicional ao Bolsa Família e defendeu uma atuação conjunta entre União, Estado e municípios, de forma complementar, para ampliar a proteção destinada às famílias em situação de maior vulnerabilidade.