BRASIL


Operador de Vorcaro teria movimentado US$ 1 bilhão em offshores ligadas ao ex-dono do Banco Master

“Mineiro” teria enviado recursos ao exterior e, segundo Lauro Jardim, firmado acordo de delação com a PGR; autoridades investigam retorno de US$ 200 milhões ao Brasil

Foto: Assessoria/Banco Master

 

O operador Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, administrava empresas offshore de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que, juntas movimentaram patrimônio estimado em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,13 bilhões), atribuído ao ex-banqueiro. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, empresas do grupo Entre, criado por Mineiro em 2016 e que teve sua liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central em março deste ano, teriam participado do envio de recursos do Banco Master para o exterior com o objetivo de realizar a manutenção de estruturas financeiras ligadas a Vorcaro.

Parte do valor era enviado por Mineiro ao Mosaic Financial. Na sequência, o dinheiro era transferido para empresas offshore ligadas a Vorcaro.

As autoridades também teriam identificado o retorno de aproximadamente US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) ao Brasil desde o fim do ano passado, período que coincide com a primeira prisão de Vorcaro e a liquidação do Banco Master.

O liquidante do banco, Sebastião Monteiro, protocolou um documento no Tribunal de Falências da Flórida, nos Estados Unidos, apontando o Mosaic como parte de uma estrutura offshore que teria sido usada para movimentar recursos sob investigação.

Monteiro solicitou o congelamento dos valores e informações sobre o destino final do dinheiro, na tentativa de identificar os beneficiários das transferências.

Operador teria fechado acordo de delação

De acordo com o colunista Lauro Jardim, Mineiro teria firmado recentemente um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O operador também é citado em uma transferência de US$ 12 milhões, atribuída a Vorcaro.

Segundo as informações divulgadas, o dinheiro teria sido enviado, a pedido de Flávio Bolsonaro, para um fundo administrado por um amigo de Eduardo Bolsonaro. Os recursos seriam destinados ao financiamento do filme Dark Horse