BAHIA


Médico e PM da reserva são alvo de operação contra pornografia infantil na Bahia

Defesa do Urologista Samuel Juncal rechaça as acusações e classifica denúncias como "infundadas e caluniosas"

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Sete pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (27), durante a Operação Brilho do Amanhã, que mira crimes praticados contra crianças e adolescentes na Bahia. As prisões ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi e Seabra. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A reportagem apurou que entre os alvos da ação está o médico urologista Samuel Juncal, cuja assessoria rechaça as acusações. Outro investigado, de 24 anos, é suspeito de estupro de vulnerável, produção de conteúdo e armazenamento de pornografia infantil.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que pelo menos três vítimas foram abusadas pelo suspeito, que teria se aproveitado do vínculo de parentesco para cometer os crimes.

Um policial militar da reserva suspeito de cometer abusos contra cinco familiares também foi preso. Ele foi encaminhado para o Batalhão de Choque, onde está custodiado.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além de prisões em flagrante durante as diligências.

Na capital baiana, quatro pessoas foram presas nos bairros do Calabetão, Pernambués, Fazenda Grande do Retiro e Arenoso. Também houve uma prisão em Lauro de Freitas, uma em Itagi e outra em Seabra.

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares e HDs externos. Os dispositivos serão submetidos à análise para identificar possíveis registros de crimes, outras vítimas e eventual participação de outros envolvidos.

A Operação Brilho do Amanhã é uma ação permanente da Polícia Civil da Bahia executada por meio de ações de inteligência e diligências voltadas à repressão de crimes contra crianças e adolescentes, como estupro de vulnerável, produção e armazenamento de material de pornografia infantil.

‘Denúncias infundadas’

A assessoria do urologista Samuel Juncal chamou as denúncias contra ele de” infundadas e caluniosas”.

Em nota, disse que Juncal é “totalmente inocente” e que estaria colaborando com as autoridades desde o início do procedimento.

O texto acrescenta que o caso tramita sob segredo de Justiça para preservar a intimidade e a integridade de menores. A defesa criticou ainda o que classificou como “espetacularização” e vazamento de informações, sob alegação de que tais práticas afrontariam garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Leia a íntegra da nota:

“A assessoria de comunicação e a defesa técnica do médico Samuel Juncal vêm a público esclarecer que as notícias veiculadas nesta quinta-feira (27) decorrem de uma acusação infundada e caluniosa, repudiando com veemência qualquer vinculação a condutas ilícitas.

O profissional reafirma categoricamente a sua total inocência, o que será comprovado no decorrer da investigação.

Desde o início da investigação, o médico vem mantendo uma postura de colaboração irrestrita e transparente com as autoridades e com o Poder Judiciário para que a verdade seja restabelecida com a máxima celeridade.

Ressalta-se que o procedimento tramita sob estrito segredo de Justiça para resguardar a intimidade e a integridade de menores, de modo que a espetacularização e o vazamento de informações afrontam diretamente as garantias legais previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A defesa ressalta, ainda, que a medida de busca e apreensão realizada nesta manhã revelou-se totalmente desnecessária e desproporcional, visto que o médico sempre colaborou com os órgãos investigativos, tendo se colocado expressamente à disposição das autoridades policiais. Nesse sentido, nos dias 12, 17 e 20 de agosto, foram indicadas à Delegacia de Polícia testemunhas que podem atestar a sua inocência, além de terem sido preservadas as mensagens de celular do médico e de sua família, conteúdo que provará a falsidade da acusação que desencadeou a descabida operação policial.”