ELEIÇÕES


Rui Costa diz que vitória de Lula no 1º turno depende da Bahia e pede mobilização da militância

Em encontro com sindicalistas, segmento do qual foi líder, candidato ao Senado pregou ênfase na defesa do 3º mandato petista

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou que a vitória do presidente Lula (PT) no primeiro turno depende da Bahia, onde o petista obteve mais de 6 milhões de votos em 2022, ante 2,3 milhões de Jair Bolsonaro. Para o pleito deste ano, Rui defendeu ampliar essa vantagem em 1 milhão para impor uma eventual derrota contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal rival na disputa.

“A vitória do Lula no primeiro turno depende da Bahia. Será uma eleição muito dura, porque o país não tá votando mais olhando o currículo de ninguém”, disse Rui Costa durante seu discurso na sede do Sindquímica Bahia.

Ao se referir a Flávio Bolsonaro, o ex-ministro de Lula questionou como um “cidadão que nunca deu um prego numa estopa” e “é conhecido por fazer rachadinha nos seus gabinetes” pode estar com 40% das intenções de voto dos eleitores brasileiros a pouco mais de um mês da eleição.

“É por isso que mais uma vez eu acho que a Bahia vai ser decisiva”, declarou ele, que também foi governador do estado de 2015 a 2022.

Com origem no sindicalismo, Rui Costa diz ser imprescindível a atuação do segmento e da militância nas ruas da capital e do interior do estado. Nesse sentido, defendeu que sindicatos e movimentos sociais ampliem a mobilização e o diálogo com trabalhadores, os quais, em sua avaliação, hoje estão fora das categorias mais organizadas.

Em sua avaliação, o cenário eleitoral também exige que a militância apresente e defenda o legado do terceiro mandato de Lula. “O presidente Lula é um ser humano singular. Mesmo o Brasil não tendo armas atômicas, porque hoje no mundo só é respeitado quem tem arma nuclear, o Lula é chamado para todo lugar com a palavra de paz, de harmonia e de respeito entre os povos e as nações”, disse.

“Não tem outro líder, não tem outro líder no planeta de um país desarmado que seja chamado para ser ouvido por todo mundo. E nós somos chamados porque somos respeitados.”