ECONOMIA


Lucro do C6 sobe 20% no semestre e atinge R$ 1,3 bilhão

Aumento na concessão de crédito consignado e financiamento de veículos impulsiona receita recorde de R$ 6,3 bilhões

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O C6 Bank, instituição que tem como sócio o JPMorganChase, registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre deste ano, uma alta de 20% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (18) e decorre do avanço nas operações de financiamento de veículos e crédito consignado.

No último ano, a fintech passou a atuar no novo consignado privado, modalidade que ampliou o acesso ao crédito para trabalhadores com carteira assinada. Contudo, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do Banco caiu de 43% para 38% em 12 meses.

A receita líquida da instituição atingiu o recorde de R$ 6,3 bilhões no semestre, o que equivale a um aumento de 48% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. A carteira de crédito expandida encerrou o mês de junho em R$ 99,8 bilhões, patamar 38% superior ao registrado em 2025.

Segundo a Folha, do total da carteira, 82% das operações contam com garantias, com destaque para os segmentos de veículos e consignado. A parcela sem garantia é formada quase na totalidade por cartão de crédito, produto em que o foco reside em clientes de maior renda para a redução do risco de inadimplência.

Em nota sobre o balanço, o CEO do C6 Bank, Marcelo Kalim, destacou a estabilidade do modelo adotado. “Temos conseguido manter uma trajetória consistente de crescimento, apoiada em um modelo de negócio sólido e em uma estratégia de concessão de crédito que prioriza operações com garantia. Essa composição nos dá segurança para continuar expandindo o negócio de forma sustentável, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador”, disse o executivo.

Kalim declarou que prevê resultados recordes nos próximos meses devido à forte demanda dos clientes por crédito. Ele reforçou a intenção de manter a estratégia concentrada em produtos com garantia.

O banco digital também registrou elevação na captação de recursos através de CBDS e instrumentos similares. Este montante atingiu R$ 112,9 bilhões, o que representa um crescimento de 36% na comparação com julho do ano passado.

A base total de captação, valor que considera os depósitos à vista, fechou o semestre em R$125,6 bilhões, com avanço de 34% no mesmo período. Sobre este indicador, Kalim afirmou: “Nosso custo de captação é extremamente competitivo e vem caindo consistentemente ao longo do tempo”.

Com a expansão no volume de empréstimos, a provisão para devedores duvidosos (PDD) subiu R$ 996 milhões para R$ 2,4 bilhões em 12 meses. Segundo o executivo, o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, empresa que possui dívida de R$ 78,4 milhões com o banco, não afetou os números do semestre.

“Não afetou nem afetará em nada nosso resultado”, declarou o CEO do C6 sobre a dívida da varejista. Diante do desempenho financeiro, o índice de eficiência da instituição (relação entre despesas operacionais e receita líquida) caiu de 46% no primeiro semestre de 2025 para 42% em igual período deste ano.

A taxa de inadimplência com atrasos acima de 90 dias subiu para 3,6% ante o 3,2% apurados em junho de 2025. O banco atribui este movimento à Resolução CMN nº 4.966, norma que obriga as instituições a adotarem critérios mais cautelosos na contabilidade de riscos.

Com a nova regra, a contabilização de riscos passa a ter como base a perda esperada e não efetiva. O total de ativos do C6 Bank atingiu R$ 171 bilhões no encerramento do mês de junho.