ECONOMIA


Após fechar quase 300 lojas, Casas Bahia prevê 2027 pior que este 2026

CEO da empresa afirma que piora no crédito do consumidor motivou plano de redução de cerca de 30% das unidades e diz que endividamento deve pressionar o consumo

Foto: Casas Bahia

 

O presidente-executivo da Casas Bahia, Renato Franklin, disse nesta segunda-feira (17) que o cenário para 2027 será mais difícil do que este ano para a empresa. Segundo ele, o plano de ​fechamento de quase 300 lojas foi organizado com base nessa visão, em que se espera piora nas condições de crédito do consumidor.

“Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026”, disse o executivo durante conferência com analistas.

A Casas Bahia anunciou no final de semana pedido de recuperação judicial junto com fechamento de cerca de 30% das suas lojas e pediu recuperação judicial.

“O endividamento vai continuar e algumas alavancas que ​deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o ⁠que pode gerar uma deterioração do cenário ⁠de crédito”, acrescentou o executivo.

O presidente da empresa disse que os fechamentos foram feitos em “onda única”, já considerando ‌uma ⁠possível deterioração do mercado ‌no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes”.