BAHIA


ANM autoriza mineradora a comercializar cobre e metais preciosos na Bahia

​Operação na mina Maracás Menchen reaproveita estrutura existente, suspende temporariamente a ilmenita e visa ampliar margens operacionais

Foto: reprodução/Largo

​A mineradora Largo obteve autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) para produzir e comercializar cobre, platina, ouro, paládio, prata, cobalto e níquel como subprodutos da mina Maracás Menchen, na Bahia, na última segunda-feira (10).

A permissão possibilita à companhia o aproveitamento comercial de elementos já presentes no minério de vanádio e o aumento das margens de lucro sem a necessidade de construir novas plantas ou abrir outras frentes de lavra.

​Após o aval regulatório, a empresa iniciou a expansão gradual da produção de um concentrado de cobre associado a metais do grupo da platina. A operação utiliza a infraestrutura já instalada na unidade, que abrange a planta de processamento de vanádio e o circuito de flotação antes dedicado à ilmenita.

Testes em escala industrial realizados neste ano confirmaram a viabilidade técnica e o potencial comercial do projeto. Para direcionar essa estrutura à recuperação dos novos metais, a companhia suspendeu temporariamente a produção de concentrado de ilmenita. ​Com a estratégia, o concentrado é extraído a partir dos sulfetos presentes no minério rico em magnetita.

A empresa projeta margens de lucro superiores às do mineral suspenso. Nos próximos meses, a direção planeja avaliar a instalação de equipamentos adicionais para extrair ilmenita dos rejeitos pós-flotação do cobre, de modo a preservar o aproveitamento integral do material.

​“O que torna essa oportunidade particularmente atraente é que ela recupera elementos críticos valiosos da nossa planta de processamento de minério de vanádio e utiliza infraestrutura e atividades de mineração já existentes”, afirmou Alberto Arias, presidente-executivo do conselho e co-CEO da Largo.

​Mapeada no fim de 2025, a oportunidade avançou dos estudos iniciais ao início da fase de produção em poucos meses, segundo o co-CEO Jim Bannantine. A Largo negocia as condições comerciais do primeiro embarque do novo concentrado com fundições e empresas de comércio de commodities (tradings).

Os números referentes às metas de produção e às estimativas de receita serão apresentados no balanço trimestral agendado para esta sexta-feira (14). A mina Maracás Menchen mantém o vanádio como seu produto principal.