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Em debate da Band, ACM Neto propõe auxílio por até 24 meses e defende independência financeira para mulheres vítimas de violência

Candidato afirmou que a proposta busca dar suporte financeiro e qualificação profissional para que mulheres vítimas de violência possam romper a dependência econômica dos agressores e reconstruir suas vidas com autonomia

Foto: Assessoria/ACM Neto

 

O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), apresentou na noite deste domingo (9) propostas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher durante o debate promovido pela Band Bahia. Questionado sobre os casos de feminicídio e sobre os projetos que pretende implementar na área, o ex-prefeito de Salvador destacou a criação do programa “Volta por Cima”.

A pergunta foi feita na primeira parte do encontro. Ao responder, Neto afirmou que o programa prevê apoio financeiro, por até 24 meses, para mulheres de baixa renda vítimas de violência, além de medidas destinadas à qualificação profissional e à busca pela independência financeira.

“O tema é muito importante. Primeiro a gente precisa registrar que a Bahia é a quarta em feminicídio, mas é o estado do Brasil onde mais morrem mulheres, infelizmente. Mulheres, jovens e negros. Compreendendo o problema do feminicídio, nós estamos apresentando uma proposta em nosso plano de governo, que é o Projeto Volta por Cima. É um apoio financeiro que vamos dar às mulheres de baixa renda, às mulheres mais pobres do nosso estado por até 24 meses”, afirmou.

“A gente sabe que normalmente o agressor é o companheiro, é quem está dentro de casa e muitas vezes a mulher não denuncia a agressão porque ela tem medo de não conseguir manter o sustento dos seus filhos. E enquanto isso, a gente quer a mulher independente, ela vai receber qualificação profissional, noções de empreendedorismo e apoio para a inserção no mercado de trabalho. Com todo esse apoio, a mulher vai ter independência para viver distante do agressor e sustentar seus filhos”, disse.

Em sua fala, ACM Neto também defendeu medidas na área de segurança pública, entre elas a apuração dos crimes, punição dos agressores e uso de monitoramento eletrônico após a saída da prisão.

“Vamos ser rigorosos para elucidar os crimes, punir o agressor, garantir que ele vá para cadeia, e depois que ele saia ele vai ter monitoramento eletrônico. Vamos ampliar garantindo que as delegacias de apoio às mulheres de toda Bahia possam funcionar 24 horas. Boa parte desses atos acontecem tarde da noite quando o companheiro já ingeriu bebida alcoólica. É nosso compromisso com a vida das mulheres, com a preservação e cuidado principalmente das mulheres mais pobres da Bahia”, completou.