ELEIÇÕES


Após registrar candidatura sem declarar bens, Moema diz que nunca quis enriquecer com a política

Candidata a deputada federal afirma que sempre viveu do próprio salário e que priorizou ajudar a família

Foto: Lula Marques/Agência PT

 

A candidata a deputada federal Moema Gramacho (MDB) se pronunciou após a repercussão em torno da ausência de bens declarados em seu registro de candidatura à Justiça Eleitoral. Com quase 30 anos de atuação na vida pública, a ex-prefeita de Lauro de Freitas afirmou que sempre viveu do próprio salário e que o acúmulo de patrimônio pessoal nunca esteve entre seus objetivos na política.

A declaração ocorre após o painel de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostrar que Moema não possui bens registrados em seu nome.

Ao falar sobre o assunto, a candidata citou um ensinamento que afirma ter recebido do pai. “A herança que meu pai me deixou foi um travesseiro de ouro. Ele sempre dizia que a nossa maior riqueza era poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência tranquila, porque a honestidade sempre recompensaria. É esse ensinamento que carrego comigo até hoje”, afirmou.

Moema também disse que, apesar de ter apenas uma filha, ajudou e ainda ajuda no sustento de uma família grande. “Sempre vivi do meu salário e, apesar de ter apenas uma filha, sustentei e sustento uma família numerosa, buscando oferecer a eles o conforto e a dignidade que merecem. Ajudar as pessoas a terem sustento, dignidade e o mínimo de conforto sempre foi prioridade para mim. Enriquecer através da política, nunca”, declarou.

A candidata afirmou ainda que suas gestões, incluindo os 16 anos à frente da Prefeitura de Lauro de Freitas, foram conduzidas com transparência e respeito ao dinheiro público.

“O que me espanta é a inversão de valores. Parece chamar mais atenção a ausência de acúmulo de bens de uma mulher que dedicou décadas à vida pública do que o enriquecimento de alguns políticos sem justificativa e sem sequer prestar contas adequadamente sobre o uso do dinheiro público. A política, para mim, nunca foi instrumento de enriquecimento pessoal. Sempre foi instrumento para transformar a vida das pessoas”, concluiu.