ELEIÇÕES


Marcelinho Guimarães declara apenas R$ 14,5 mil de patrimônio, 99% menor que em 2022, e aponta equívoco em envio

Dados registrados na Justiça Eleitoral mostram valores expressivamente modestos; campanha diz já ter ratificado informações com IR completo

Foto: Reprodução/Instagram/@marceloguimaraesfilho

 

O ex-deputado federal Marcelo Guimarães Filho (Podemos), 1º suplente do senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de apenas R$ 14,5 mil. O montante é 98,3% inferior aos R$ 859,3 mil declarados em 2022, no pleito em que acabou derrotado em uma tentativa de retornar à Câmara. A campanha do ex-deputado diz que houve equívoco no envio inicial dos dados de 2026.

Na nova declaração, Marcelo Guimarães Filho informou possuir um patrimônio expressivamente modesto: R$ 14,4 mil decorrentes de duas aplicações financeiras e um total de R$ 152,9 mil em duas contas bancárias.

Entre os bens listados há quatro anos estavam um lote de terreno de R$ 491,6 mil em um condomínio no litoral norte de Praia do Forte, no município de Mata de São João, e um apartamento residencial no valor de R$ 367,7 mil, no bairro da Pituba, em Salvador.

Procurada, a assessoria de Marcelo Guimarães Filho afirmou ter apresentado à Justiça Eleitoral uma declaração parcial, o que resultou na informação de um patrimônio inferior ao efetivamente declarado.

Em nota, disse que a situação já foi corrigida mediante o envio da declaração de Imposto de Renda completa, com todos os bens devidamente informados, conforme determina a legislação eleitoral.

“Portanto, o valor inicialmente consultado não reflete o patrimônio efetivamente declarado pelo candidato, tendo sido substituído pela documentação correta.”

Até a publicação deste texto, as informações retificadas pela equipe jurídica do ex-deputado ainda não constavam como atualizadas na plataforma Divulgacand, que reúne dados de todas as candidaturas.

Empresário e advogado, Marcelo Guimarães Filho, também conhecido como Marcelinho, ocupou de 2009 a 2013 a presidência do Esporte Clube Bahia, cargo do qual foi deposto após em 2015, após um conturbado processo de intervenção judicial.

Antes, foi vereador de Salvador (2000-2002) e deputado federal pela Bahia (2003 a 2010) —parte dos dois mandatos como suplente.

Em 2022, concorreu a uma vaga na Câmara pela terceira vez, mas obteve apenas 0,70% dos votos necessários.

Naquela disputa, Marcelinho recebeu pouco mais de R$ 3 milhões para gastos com campanha, entre repasses do fundo partidário e doações de pessoas físicas.