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Netflix é processada após desaparecimento de filme inédito e pode pagar R$ 530 milhões

Roteirista e produtora acusam plataforma de negligência após sumiço de disco rígido com o longa Fortitude

Foto: Netflix Brasil/ youtube

 

O roteirista Simon Afram e a produtora Op-Fortitude entraram nesta quinta-feira (30) com uma ação judicial contra a Netflix após o desaparecimento de um filme inédito que teria sido furtado de um de seus escritórios em Los Angeles, nos Estados Unidos.

O processo está relacionado ao desaparecimento do disco rígido que armazenava o longa “Fortitude”, ocorrido aproximadamente há um mês. A empresa poderá pagar cerca de US$ 105 milhões (equivalente a cerca de R$ 530 milhões) em indenização.

Segundo a ação, a Netflix manifestou interesse em adquirir o filme e, em 15 de junho, um produtor entregou pessoalmente o disco rígido contendo a obra em um escritório da empresa. Como o conteúdo não estava criptografado, ele teria solicitado que o arquivo fosse apagado após a exibição.

Cerca de dez dias depois, a plataforma informou por e-mail que o disco rígido havia sido furtado.

De acordo com o The Hollywood Reporter, a produtora afirma que o desaparecimento do material comprometeu as negociações para a venda do longa e elevou o risco de vazamento de cópias piratas antes da estreia. Diante da situação, decidiu interromper as tratativas de comercialização do filme.

Por meio de nota, a Netflix afirmou que não assume o risco do prejuízo “por um filme distribuído sem as devidas medidas de segurança padrão do setor”.

“Embora não detenhamos os direitos de Fortitude, levamos a segurança do conteúdo a sério e tomamos medidas adicionais para apoiar o cineasta e sua equipe. Isso inclui a realização de uma investigação minuciosa e a oferta de monitorar sites de pirataria conhecidos para detectar qualquer distribuição ou venda não autorizada”, disse em texto.