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Elon Musk diz que dinheiro pode perder importância em 2036

Bilionário afirma que inteligência artificial e robôs transformarão a economia global

Foto: Pixabay/Reprodução

 

O empresário Elon Musk afirmou que a inteligência artificial poderá superar a soma da inteligência humana nos próximos cinco anos e provocar uma transformação econômica capaz de reduzir a importância do dinheiro em até uma década. As declarações foram feitas em entrevista à revista britânica The Economist.

Segundo o bilionário, o avanço da IA aliado ao desenvolvimento de robôs humanoides dará origem a uma era de abundância, em que máquinas serão responsáveis pela produção da maior parte dos bens e serviços necessários à sociedade.

Na avaliação de Musk, atividades como programação, manufatura, logística e outras funções intelectuais e operacionais serão desempenhadas por sistemas de inteligência artificial, tornando o trabalho humano uma escolha, e não uma necessidade.

O empresário acredita que essa mudança exigirá novos modelos econômicos. Durante o período de transição, defende que uma renda universal poderá ser adotada para garantir o sustento da população. Em um cenário de ampla automação da produção, a principal preocupação econômica deixaria de ser a inflação e passaria a ser a deflação.

Apesar do cenário otimista, Musk afirmou que o avanço da inteligência artificial também representa riscos. Ele defende a criação de mecanismos internacionais para testar modelos antes de sua liberação e propõe que empresas e governos compartilhem avaliações de segurança para reduzir a possibilidade de perda de controle sobre sistemas cada vez mais avançados.

O empresário disse ainda que estaria disposto a deixar de lado divergências com Sam Altman, CEO da OpenAI, caso isso contribua para aumentar a segurança da tecnologia.

Musk também afirmou que a China pode assumir a liderança mundial no desenvolvimento da inteligência artificial, impulsionada pela capacidade de geração de energia, pela força industrial e pelos avanços na fabricação de robôs e chips. Mesmo reconhecendo as incertezas, ele avalia que a revolução provocada pela IA acontecerá em um ritmo muito mais acelerado do que a maioria das pessoas imagina.

 

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