JUSTIÇA


Ministra do STF critica interferências externas e defende democracia

Cármen Lúcia afirmou que cabe aos brasileiros decidir os rumos do país

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “ninguém” deve “interferir e fragilizar nossa democracia” e defendeu que cabe aos brasileiros decidir os rumos do país nas eleições de outubro. A informação é da colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.

A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (27), durante participação na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói, no Rio de Janeiro.

Cármen Lúcia afirmou ainda que a democracia brasileira não deve sofrer interferências externas. A ministra, entretanto, não citou diretamente nomes de políticos, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Há que haver espaços como este, reuniões como esta, que dão a demonstração daqueles vetores, daqueles temas mais importantes para que a gente caminhe e fortaleça a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo. Para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia, que somos nós que temos que falar o que é para nós o Brasil que nós queremos, que nós temos por merecer e que construir”, disse.

A ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também fez uma defesa da urna eletrônica. Para Cármen, o voto popular é exercido por meio de um sistema “seguro, transparente” e “auditável”.

“E é pela mão do povo que nós decidimos o que queremos. No caso brasileiro, muito mais que a gente nem precisa da mão, mas do toque de um dedo na nossa urna eletrônica segura, transparente, auditável (sic), do povo! Do povo brasileiro, na urna brasileira, feita para o Brasil, assumida pelo povo”, prosseguiu Cármen, em referência ao livro recém-lançado por ela, Pela Mão do Povo.