ELEIÇÕES


Rui Costa critica política ‘do celular na mão’ para ‘lacração de gente desqualificada’

Para o ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Brasil precisa retomar um debate público baseado em propostas e soluções

Foto: Erickson Araújo/Assessoria/Rui Costa

 

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), criticou nesta sexta-feira (24) o que classificou como política do “celular na mão” para “lacração” e propagação de “fake news” nas redes sociais. Ele afirmou que o Brasil precisa retomar um debate público baseado em propostas e soluções para a população.

“Infelizmente, o debate às vezes fica rasteiro. A política abriu espaço para um bocado de gente desqualificada, de baixa preparação, que fica com o celular na mão só lacrando, querendo curtidas, arrancando placas de inauguração, invadindo hospitais, invadindo escola, distribuindo fake news, calúnia. Ou seja, ficou um negócio de muito baixo nível”, afirmou em entrevista à rádio Líder FM, de Camaçari.

Para o ex-ministro, o debate político perdeu qualidade ao abrir espaço para conteúdos voltados à repercussão nas redes sociais, em vez da apresentação de projetos e ideias.

Ele disse ainda que a polarização e o discurso de ódio passaram a ocupar o espaço das discussões de mérito. “O que é bom para o país é quando o debate tem conteúdo, tem mérito, quando as pessoas apresentam propostas e a gente consegue fazer uma síntese das melhores ideias para fazer o país crescer e melhorar a vida das pessoas. Mas, infelizmente, abriu-se muito espaço para essa coisa da lacração, das calúnias em grupos de WhatsApp. Isso reduziu, na minha opinião, a qualidade do debate político”, declarou o petista.

Em sua avaliação, o eleitor, no entanto, tende a valorizar candidatos que apresentem resultados e propostas para o futuro, em detrimento de discursos baseados apenas no confronto político.