POLÍTICA


Itália acatou só um pedido da defesa de Zambelli para negar extradição

Decisão é referente à condenação de Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por por porte ilegal de arma de fogo e perseguição armada

Foto: Lula Marques/ EBC

 

A Corte de Cassação de Roma acatou um pedido da defesa da ex-deputada Carla Zambelli para negar a extradição dela e determinar a reanálise do processo em instância inferior: a falta de garantias específicas sobre a possibilidade atendimento médico à parlamentar na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. A informação é da coluna de Manoela Alcânatara, do portal Metrópoles.

Segundo a publicação, a decisão é referente à condenação de Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por por porte ilegal de arma de fogo e perseguição armada.

De acordo com o documento, uma perícia médica realizada no processo aponta que Zambelli apresenta um quadro clínico “complexo e multifacetado”, necessitando atenção e acompanhamento médico especializado constante.

A partir disso, a Suprema Corte italiana entendeu que o Brasil não enviou garantias específicas da possibilidade de atendimento médico na Colmeia, prisão onde Zambelli ficará detida caso seja extraditada. O colegiado argumentou que a Corte de Apelação de Roma – instância inferior, que autorizou a extradição de Zambelli, aceitou “garantias diplomáticas vagas” que previam apenas o possível encaminhamento a hospital em emergências.

“Diante do exposto, faz-se necessário anular a decisão para que a Corte de Apelação solicite ao Governo brasileiro informações precisas e garantias documentadas individualizadas sobre a capacidade real do presídio de fornecer o acompanhamento médico especializado contínuo e o tratamento farmacológico adequado de que a extraditanda [Zambelli] necessita”, diz a decisão.

A Corte negou argumentos da defesa de que o processo tinha motivação política e de que o julgamento em instância única no Supremo Tribunal Federal (STF) violaria direitos de defesa.

A Justiça também negou as alegações de que o presídio Colmeia oferecia risco geral de maus-tratos, considerando que o governo brasileiro “prestou informações oficiais, detalhadas e atualizadas sobre a Penitenciaria Feminina do Distrito Federal”.

Agora, o caso volta a instância inferior, para julgamento na Corte de Apelação de Roma.