MUNDO


Trump alerta para forte retaliação contra Irã após mortes de militares

Pentágono confirmou três mortes de norte-americanos durante fim de semana; Número de mortos pode aumentar

Foto: Official White House / Molly Riley

 

O presidente norte-americano Donald Trump alertou para uma forte retaliação pelas mortes de soldados americanos causadas pelo Irã, após um fim de semana trágico para os militares dos Estados Unidos. “Cada vez que o Irã matar um soldado americano, pagará por essa morte muitas vezes!”, escreveu o republicano nas redes sociais, nesta segunda-feira (20). 

Ele acrescentou que já havia comunicado suas instruções à alta cúpula militar. “Esta diretiva foi transmitida ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e a todos os líderes militares”, escreveu.

O Pentágono confirmou três mortes de americanos durante o fim de semana, incluindo duas em uma base militar na Jordânia e uma no norte do Iraque. Os militares continuam examinando restos mortais não identificados encontrados no local do ataque na Jordânia, um indício de que o número de mortos pode aumentar.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (20) ter atacado a Base Aérea de Al-Sakhir, o Porto de Bin Salman no Bahrein e a Base de Arifjan no Kuwait. As forças armadas do Kuwait informaram que estavam “interceptando alvos hostis” pela segunda vez nesta segunda-feira.

O anúncio ocorre após um fim de semana intenso de trocas de ataques, com as Forças dos Estados Unidos atingindo o território iraniano e Teerã bombardeando nações árabes e do Golfo aliadas dos americanos.

Os ataques fazem parte de uma escalada no confronto entre os Estados Unidos e o Irã, após um acordo de cessar-fogo provisório, assinado há um mês, ter fracassado. Isso aprofundou a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, prejudicando o fornecimento de energia e alimentando temores de inflação global.

No final do domingo (19), autoridades governamentais dos dois lados insistiam que a chave para a diplomacia estava além do acordo provisório assinado entre os países, acrescentando que prosseguiriam com ataques de caráter “defensivo”.