ELEIÇÕES


Bruno volta a cobrar dívida de R$ 26 mi a Jerônimo e diz que já o havia avisado sobre pendência

Na semana passada, o prefeito afirmou que passivo é relacionado a gestão municipal do Samu e da Casa da Mulher Brasileira

Foto: Eduardo Costa/ MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a cobrar publicamente ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) uma dívida de mais de R$ 26 milhões relativa ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e ao programa Casa da Mulher Brasileira —centro de atendimento a vítimas de vários tipos de violência. Ambos funcionam sob um modelo de gestão compartilhada entre governo e município.

Segundo Bruno Reis, Jerônimo já estaria ciente da pendência desde o última reunião em que tiveram.

“Vinte milhões devem do Samu, e R$ 6 milhões da Casa da Mulher Brasileira não pagos. Isso que eu sei. Fora outras coisas que estão pendentes aí. O governo negou que essa dívida exista na última semana? Ele sabe, na pauta da nossa audiência, depois de dois anos e oito meses de espera, que esse assunto foi tratado e, de lá pra cá, nada foi resolvido”, disse ele na manhã desta sexta (17), durante a entrega de kits escolares no Ceifar (Centro de Integração Familiar), no bairro de Tancredo Neves.

Na semana passada, o prefeito havia dito que a administração estadual acumula uma dívida superior a R$ 20 milhões, incluindo a operação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A declaração foi dada durante um evento com apoiadores em Cajazeiras.

No mesmo dia, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou que o prefeito “mente” em relação à suposta dívida. Segundo o parlamentar, Bruno Reis “abandonou” Salvador para fazer campanha a favor do antecessor e padrinho político ACM Neto (União Brasil), rival de Jerônimo nas eleições de outubro.

Almeida disse que o adversário usa uma narrativa para desviar o foco do “fracasso” de sua gestão.