JUSTIÇA


Flávio Dino dá 30 dias para Câmara e Senado explicarem medidas sobre emendas parlamentares

Ministro do STF cobra esclarecimentos sobre a transparência na destinação de recursos públicos e afirma que ex-parlamentares não têm legitimidade para influenciar a indicação de emendas

Foto: Supremo Tribunal Federal

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, deu 30 dias para que a Câmara dos Deputados, o Senado, o Ministério da Saúde e entidades ligadas à área prestem explicações sobre medidas adotadas para garantir a transparência da destinação dos recursos públicos.

De acordo com a decisão, publicada nesta terça-feira (14), Dino diz que ex-parlamentares e dirigentes partidários não têm “legitimidade” para interferir no destino das emendas.

“Em conformidade com a Constituição, o Plano de Trabalho parte de uma premissa elementar, que reitero: somente parlamentares podem propor e deliberar sobre emendas parlamentares“, diz o ministro.

“Uma oligarquia parlamentar já seria um grave equívoco constitucional; ainda é pior quando um pequeno grupo se acha legitimado até mesmo para transferir a terceiros – que não são parlamentares – o controle sobre a alocação de recursos do Orçamento Geral da União”, acrescentou o magistrado.

A decisão de Dino ocorre após o bloqueio de bens do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

Os dois teriam indicado para onde emendas parlamentares deveriam ser destinadas, mesmo sem mandato.