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Presidente da Colômbia veta posse de sucessor em quartel e exige cerimônia no Congresso

Gustavo Petro afirma que juramento fora do Parlamento contraria a Constituição e as leis do país

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou neste domingo (12) que não autorizará a posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, em uma base militar. Segundo o chefe de Estado, a Constituição colombiana determina que a cerimônia ocorra perante o Congresso Nacional.

A manifestação ocorreu após Espriella solicitar autorização ao Parlamento para prestar juramento em um quartel no próximo dia 7 de agosto. A proposta foi apresentada como um gesto simbólico de aproximação com as Forças Armadas e de reforço ao discurso de combate ao crime.

Em publicação nas redes sociais, Petro argumentou que a transferência de poder segue regras constitucionais e legais que estabelecem o Congresso como local da posse presidencial. “Nos quartéis não se fazem leis; ali são realizadas ações de segurança e defesa do povo”, escreveu.

A Constituição colombiana de 1991 prevê que o presidente eleito assuma o cargo diante do Congresso, comprometendo-se a cumprir a Carta Magna e as leis do país.

Desde a vitória de Espriella nas eleições, Petro tem contestado o resultado do pleito. O atual presidente chegou a convocar manifestações e declarou publicamente que o vencedor não teria triunfado legitimamente nas urnas. As declarações provocaram preocupação internacional e levaram diferentes países a defender uma transição pacífica de governo.

Após conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Petro afirmou que deixará o cargo em 6 de agosto e garantiu que a transferência de poder ocorrerá de forma pacífica. Lula, aliado político do colombiano na América do Sul, também parabenizou o país pela realização das eleições.